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Soroprevalência e fatores de risco do vírus respiratório sincicial bovino em rebanhos bovinos leiteiros não vacinados no Brasil

Resumo

A pecuária é um dos setores mais importantes do agronegócio brasileiro e contribui fortemente para a economia nacional. Anualmente, cerca de 44,6 milhões de bezerros são criados, o que torna o manejo desses animais extremamente importante. Várias doenças podem afetar os estágios iniciais da cadeia de produção bovina, sendo o vírus sincicial respiratório bovino (BRSV) um dos patógenos mais relevantes. O objetivo deste estudo foi caracterizar a epidemiologia da infecção por BRSV em rebanhos de bovinos leiteiros do Estado de São Paulo, Brasil, utilizando análises sorológicas e de fatores de risco. Para isso, foram coletadas 1.243 amostras de sangue de animais de 26 fazendas e um questionário sobre possíveis fatores de risco para a prevalência de BRSV foi realizado. Os soros obtidos foram analisados por teste de virusneutralização (VNT).Os resultados de VNT mostraram alta prevalência de BRSV em rebanhos bovinos leiteiros, atingindo 79,5% de soropositividade. A soroprevalência do BRSV entre as propriedades estudadas variou de 40% a 100%. A análise dos fatores de risco indicou que a faixa etária e a ocorrência de coinfecção com o herpesvírus bovino 1 (BoHV-1) e o vírus da diarréia viral bovina 1 (BVDV-1) devem estar associados a uma maior prevalência de BRSV, enquanto o aleitamento natural foi considerado um fator protetivo.O estudo mostrou que animais adultos acima de um ano de idade são um importante fator de risco para a alta soroprevalência do BRSV nos rebanhos. A alta prevalência de BRSV associada ao BoHV-1 e ao BVDV-1 sugere que medidas de biossegurança devem ser aplicadas para reduzir a disseminação viral. Além disso, o aleitamento natural pode ser um importante manejo para proteger os bezerros da alta soroprevalência do BRSV. (AU)