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Geração de inventários florestais a partir de um portfólio de soluções de sensoriamento remoto para empresas brasileiras de papel e celulose

Processo: 17/25639-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Manejo Florestal
Convênio/Acordo: National Research Council of Canada
Pesquisador responsável:Cleber Gonzales de Oliveira
Beneficiário:Cleber Gonzales de Oliveira
Pesq. responsável no exterior: Bruce Mcarthur
Instituição no exterior: National Research Council Canada (NRC), Canadá
Empresa:Visiona Tecnologia Espacial S/A
Município: São José dos Campos
Assunto(s):Inventário florestal  Papel  Sensoriamento remoto 

Resumo

O Brasil e a América Latina possuem um importante setor florestal, especialmente no setor de papel e celulose. O inventário é uma etapa básica do manejo florestal em que é avaliado a composição da floresta e a sua potencialidade para o manejo (Araújo, 2006). Inventários florestais são necessários para a indústria de papel e celulose brasileira e como dados de sensoriamento remoto orbitais estão se tornando cada vez mais disponíveis, baratos e coletados com maior frequência, um dos produtos de valor agregado que pode ser oferecido ao setor florestal são inventários baseados em dados de sensoriamento remoto orbital. Hoje, esses inventários são produzidos com dados obtidos em parcelas de campo que são distribuídas em grandes áreas florestais com densidades que variam de 3 a 10 hectares por parcela o que os tornam intensivos em demanda de mão-de-obra, caros e ineficientes. Estima-se que os custos dessas parcelas raramente são inferiores a R$ 100,00. Portanto, para essa área hipotética empresas florestais podem gastar cerca de R$ 2 milhões apenas para a coleta de dados. Além disso, grandes empresas florestais possuem departamentos dedicados exclusivamente à criação, manuseio e interpretação desses inventários. Grandes empresas brasileiras podem chegar a gastar anualmente cerca de R$ 15 milhões em inventários florestais. A Tesera é uma companhia canadense especializada em usar técnicas de aprendizado de máquina em dados de sensoriamento remoto e dados de parcelas de campo para predizer variáveis de interesse florestal, criando inventários florestais operacionais para a indústria florestal e também para o governo canadense. No Canadá, a Tesera usa predominantemente uma combinação de dados LiDAR aerotransportados e dados ópticos coletados por avião ou satélites de observação da Terra. Embora a Visiona ofereça uma variedade de dados de sensoriamento remoto orbital que incluem imagens ópticas e diferentes bandas de radar (X, C e L), nenhuma das companhias tem o know-how para dimensionar uma solução de inventário que atenda as especificações de clientes, com preço e principalmente precisão adequados. Neste projeto, a Visiona irá envolver clientes existentes e novos clientes da indústria de papel e celulose, os quais fornecerão dados florestais comumente obtidos em parcelas de campo de áreas para as quais a Visiona obterá camadas de dados dos satélites escolhidos, incluindo imagens ópticas e dados de várias bandas de radar. A área mínima de cada unidade experimental a ser avaliada será correspondente a 10.000 hectares. A Tesera irá compilar e analisar os dados, criando modelos preditivos para cada combinação de dados e unidade experimental. Durante o projeto, as empresas irão buscar conjuntamente uma solução técnica para usar o visualizador da Tesera e exibir os inventários aos clientes via internet. O objetivo final será o de desenvolver um portfólio de soluções de inventário que, ao combinar os dados de sensoriamento remoto corretos, respeitará especificações dos clientes quanto a uma gama de fatores como preço e performance esperada e que possa ser armazenado, atualizado e exibido através da infraestrutura desenvolvida no projeto. (AU)

Matéria(s) publicada(s) no blog Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
Tecnologia de inventários florestais utilizará sensoriamento remoto orbital 
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