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A disbiose intestinal em pacientes com diabetes autoimune está correlacionada com o mau controle glicêmico e aumento de interleucina-6: estudo piloto

Processo: 18/15755-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Gislane Lelis Vilela de Oliveira
Beneficiário:Gislane Lelis Vilela de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr Paulo Prata (FACISB). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Autoimunidade  Diabetes mellitus tipo 1  Citocinas  Hábitos alimentares 

Resumo

A disbiose intestinal associada à desregulação imunológica, aumento da permeabilidade intestinal, translocação bacteriana e inflamação sistêmica têm sido associada à doenças autoimunes, como o diabetes tipo 1 (DM1). O objetivo deste estudo foi investigar a disbiose intestinal em pacientes com DM1 e correlacionar esses resultados com parâmetros clínicos e citocinas. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de ética do Hospital de Câncer de Barretos (Processo número 903/2014) e todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e responderam a um questionário sobre hábitos alimentares. Amostras de fezes foram utilizadas para o sequenciamento bacteriano do 16S pela plataforma Illumina MiSeq. As concentrações plasmáticas de IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17A, TNF e IFN-gama foram determinadas por citometria de fluxo. As análises estatísticas incluíram Qui-quadrado de Pearson, Mann-Whitney e correlação de Spearman. As diversidades alfa e beta foram conduzidas usando a tabela de unidades taxonômicas observadas (OTU table). Este estudo incluiu 20 pacientes e 28 controles e encontramos diferenças significativas (P<0,05) entre o consumo de vegetais, proteínas, leite e derivados, alimentos condimentados e alimentos enlatados quando comparamos pacientes e controles. Além disso, detectamos disbiose intestinal em pacientes com DM1 quando realizamos a análise da diversidade beta (P=0,01). As espécies prevalentes encontradas nas fezes dos pacientes foram as bactérias gram-negativas Bacteroides vulgatus, Bacteroides rodentium, Prevotella copri e Bacteroides xylanisolvens. A IL-6, citocina pró-inflamatória, estava significativamente aumentada (P=0,017) no plasma dos pacientes. Além disso, mostramos correlação entre pacientes com controle glicêmico inadequado, representados por altos níveis de HbA1C e abundâncias relativas de Bacteroidetes, Lactobacillales e Bacteroides dorei. Concluímos que há diferentes perfis de microbiota intestinal entre pacientes com DM1 e controles saudáveis. As espécies gram-negativas prevalentes em pacientes com DM1 podem estar envolvidas no intestino gotejante, translocação bacteriana e controle glicêmico inadequado. No entanto, estudos adicionais, com coortes maiores, são necessários para determinar uma "assinatura" da microbiota intestinal em pacientes com DM1 na população Brasileira. (AU)

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