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Escravidão do corpo e escravidão da alma: igreja, poder político e escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo

Processo: 18/21615-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 11 de abril de 2019 - 12 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia
Pesquisador responsável:Marina Massimi
Beneficiário:Marina Massimi
Instituição-sede: Instituto de Estudos Avançados (IEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História da psicologia  Escravidão 

Resumo

As contribuições do simpósio verterão acerca de algumas dessas questões. Em primeiro lugar, o papel das irmandades de escravos negros no Brasil por Caio Boschi que irá destacar a ação de propagação da fé católica promovida pelas irmandades de escravos de origem africana no século XVIII; e evidenciará em que sentido para os africanos e seus descendentes, as irmandades eram uma expressão de interação social com o mundo dos brancos e, ao mesmo tempo, veículos de resistência cultural. O tema da escravidão no pensamento do famoso jesuíta, teólogo e pregador António Vieira (1608-1697), será abordado de várias formas por Carlos Zeron, evidenciando que Vieira não lidou com a escravidão do ponto de vista teórico, mas sempre partindo de circunstâncias particulares relacionadas às suas viagens e suas missões no Brasil. Uma visão geral dos sermões de Vieira será oferecida por Alcir Pécora, que realizará uma leitura dos textos do jesuíta dedicados à escravidão do índio brasileiro à luz das doutrinas teológicas de seu tempo. Marina Massimi irá propor um léxico sobre a escravidão na sermonística brasileira do século XVI ao XVIII, em que ele analisará o uso de alguns termos ('escravidão', 'escravo', 'cativeiro') na pregação de jesuítas, carmelitas, beneditinos e franciscanos ativos no Brasil entre os séculos XVI e XVIII, e comparará o pensamento expresso pelos religiosos na pregação com as práticas concernentes à escravidão em suas respectivas comunidades de pertencimento. A contribuição de Emanuele Colombo sobre jesuítas, escravidão e conversões no século XVII apontará algo do debate acerca da escravidão do corpo e escravidão da alma, no âmbito do Mediterrâneo e fornecerá assim um horizonte comparativo entre Atlântico e Mediterrâneo, para discutir a temática. (AU)