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Efeito dos volumes intravesicais no monitoramento indireto da pressão intra-abdominal frente variações pressóricas por distensão cecal em equinos

Resumo

A pressão intra-abdominal (PIA) é definida como a pressão obtida dentro do abdômen, formada a partir da complacência da parede abdominal adicionada ao volume dos constituintes abdominais. Quando aumenta ao ponto de limitar o funcionamento de órgãos, instaura-se o quadro clínico denominado hipertensão intra-abdominal (HIA) ou síndrome compartimental abdominal (SCA), as quais podem induzir o paciente ao óbito. Para o diagnóstico dessas afecções faz-se necessário o monitoramento das variações da PIA, o qual, nos seres humanos, normalmente é realizado (indiretamente) por meio do registro a pressão intravesical (PIV). Em estudos prévios, tentativas de validar métodos indiretos de monitoramento da PIA nos equinos mostraram-se ineficazes. No entanto, em estudo recente desenvolvido por nossa equipe (processo FAPESP 2016/00496-4), foi possível determinar uma metodologia aparentemente válida de registro indireto da PIA, por meio da PIV, nos equinos. Mediante isso, em continuidade ao nosso estudo prévio, buscar-se-á verificar o volume de insuflação vesical mais eficiente para monitoramento indireto das variações da PIA nos equinos, além de averiguar o efeito da distensão vesical, com volumes até 500 mL, sobre a PIV (etapa I). Além disso, pretende-se avaliar a eficácia da PIV em monitorar as variações pressóricas intra-abdominais frente à distensão visceral (cecal) controlada e progressiva (etapa II). Para tal, serão utilizados oito animais, entre machos (inteiros ou castrados) e fêmeas, com peso corpóreo entre 350 e 500 kg, idade entre 3,5 a 12 anos, pertencentes ao grupo de pesquisa e que foram previamente submetidos à tiflopexia para estudo prévio, com fase experimental já concluída (processo FAPESP 2015/24860-4). A mensuração da PIA será realizada com acesso à linha alba, 10 cm caudal ao xifoide, através de uma cânula mamária adaptada a coluna solução salina em equipo de pressão venosa central (PVC). Já a PIV será registrada por meio de metodologia previamente descrita pelo próprio grupo de pesquisa, com alterações nos volumes de insuflação vesical (0 mL, com incrementos de 50 mL, até o volume máximo de 500 mL). A hipertensão será produzida por distensão cecal com solução salina de NaCl 0,9% (incrementos de 5,0 L até o volume máximo de 30 L). Para tal, em ambas as etapas do estudo, os animais serão mantidos em decúbito lateral esquerdo, mediante anestesia geral inalatória, com ventilação controlada. Respeitar-se-á intervalo mínimo de 15 dias entre a realização das etapas, para cada animal avaliado. (AU)

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