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Toxicidade de cianopeptídeos de duas linhagens de Microcystis no desenvolvimento larval de Astyanax altiparanae

Processo: 19/07166-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de junho de 2019 - 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Ernani Pinto Junior
Beneficiário:Ernani Pinto Junior
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Química de produtos naturais 

Resumo

A absorção e o acúmulo de metabólitos cianobacterianos biodisponíveis (incluindo cianotoxinas) são prováveis em peixes após a senescência e a ruptura das células durante os episódios de floração. Nós determinamos a toxicidade de cianopeptídeos a partir de duas linhagens de Microcystis (M. panniformis MIRS-04 e M. aeruginosa NPDC-01) em um peixe tropical de água doce, Astyanax altiparanae (lambari-do-rabo-amarelo). Extratos aquosos de ambas as linhagens de Microcystis foram preparados para simular a exposição realista de peixes a essas substâncias em um ambiente de água doce. Ambas as cepas foram selecionadas, pois ensaios prévios evidenciaram a presença de microcistinas (MCs) no MIRS-04 e ausência de cianotoxinas no NPDC-01. A identificação dos metabólitos secundários das cianobactérias foi realizada pelo LC-HR-QTOF-MS e a quantificação do MC-LR foi realizada por LC-QqQ-MS/MS. O MIRS-04 produz os MCs MC-LR, MC-LY e MC-HilR, bem como as micropeptinas B, K139, 973 and 959. O NPCD-01 biosintetiza as microginas FR1, FR2/FR4 e SD-755, mas não produz MCs. A sobrevivência de peixes larvas e alterações na morfologia foram avaliadas por 96 h de exposição a extratos aquosos de ambas as linhagens em concentrações ambientalmente relevantes de 0,1 a 0,5 mg (peso seco)/mL, correspondendo a 0,15 a 0,74 mg/mL de MC-LR quantidades do MIRS-04 para comparação). A mortalidade dos peixes aumentou com a concentração e tempo de exposição para ambas as estirpes de Microcystis. As frequências de anormalidades morfológicas aumentaram com a concentração em ambas as cepas, e incluíram edema abdominal e pericárdico e curvatura da coluna vertebral. Os resultados demonstram que a toxicidade não foi causada apenas pelos MCs, outras classes de metabólitos secundários cianobacterianos contribuíram para a toxicidade observada. (AU)