| Processo: | 19/01858-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Jose Geraldo Nery |
| Beneficiário: | Jose Geraldo Nery |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Pesquisadores associados: | Juliana Regina Peiró ; Moacir Fernandes de Godoy |
| Assunto(s): | Hemostáticos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | agentes hemostáticos | biomassa (pectinas) e materiais zeoliticos | cascata de coagulação | cirurgia geral e odontologica | controle de hemorragias | tromboelastrografia | materiais e medicina |
Resumo
Apesar dos avanços na intervenção médica, as complicações hemorrágicas continuam a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo. Assim, o desenvolvimento de métodos eficazes para o tratamento de hemorragias descontroladas tornou-se uma das prioridades em vários centros de pesquisa médica. Por definição um agente hemostático ideal deve ter a capacidade de interromper o sangramento arterial e venoso, estar disponível para uso imediato, ser funcional e de fácil aplicação , leve, durável, estável e , seguro e de baixo custo. Atualmente existem no mercado agentes hemostaticos feitos a base de materiais inorgânicos e orgânicos, ou mesmo compositos. Entre os materiais orgânicos destaca-se o grupo de agentes hemostáticos elaborados a partir de de biopolimetros naturais tais como quitosana e celulose. O conjunto de certas caracteristicas inerentes desses biopolimeros tais como o tamanho de suas cadeias moleculares, a possibilidade e facilidade de modulação da densidade de cargas dessas cadeias, controle do grau de cristalinidade, da area superficial externa , do grau de hidrofobicidade/hidrofilicidade, e biocompatibilidade favorecem seu uso como materia-prima para a produção de agentes hemostáticos tópicos. O potencial hemostático dos biopolímeros como a quitosana e celulose levou ao desenvolvimento e comercialização de produtos tais como Surgicel (produto a base de celulose comercializado pela Johnson-Jonhson) e Lyostypt® e Hemocon ( produto a base de quitosana comercializado pela empresa Tricol Biomedical Inc.). Embora, os biopolimeros quitosana e celulose encontram aplicações como agentes hemostaticos, o mesmo não ocorre com um outro biopolimero abundante na biomassa brasileira: a pectina. Quimicamente a pectina é constituída essencialmente por ésteres metílicos parciais do ácido poligalacturônico com um peso molecular máximo de 150.000 Daltons, podendo se obtida por extração aquosa de um material vegetal comestível (geralmente frutos citricos ou maçã), seguido de uma precipitação seletiva feita com o emprego de álcool e sais. Frutos citricos e maçãs possuem uma alta concentração de pectina e estão disponíveis em quantidade suficiente para que seu processo de industrialização seja economicamente viável, pois já são parte de uma biomassa abundante resultante do final final de uma cadeia produtiva já fortemente estabelecida na economia ( no caso a industria de sucos citricos). A proposta desse projeto de pesquisa é o estudo sistematico do potencial do biopoliomero pectina e seus derivados como possiveis agentes hemostaticos para uso em aplicações cirurgicas e odontológicas. Nesse projeto, novos agentes hemostáticos a base de pectina serão sintetizados , caracterizados por diferentes tecnicas espectroscopicas, e sistematicamente modulados para atuarem com maior eficiência na cascata de coagulação. O estudo da ação hemostática dos novos agentes derivados de pectina será feito in vitro, empregando-se para isso analises tromboelastrográficas, comparadas à ação de agentes hemostáticos à base de quitosana, celulose e zeólitas. As principais variáveis estudadas serão: o tempo reação para de formação de um coágulo de com tamanho de aproximadamente 2 mm, que caracteriza o início da produção de fibrina, b) o tempo de formação de um coágulo firme de 20 mm e a taxa de geração de trombina e a conversão de fibrinogênio em fibrina, c) propriedade elástica da fibrina formada e adesão plaquetária. Os testes tromboelastrográficos serão realizados em cooperação com o Hemocentro da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto-FAMERP, usando amostras de sangue de pacientes voluntários dos seguintes grupos : pacientes normais, com deficiência congênita de fatores de coagulação (trombofilias e hemofilia), pacientes com deficiência adquirida de fatores de coagulação (hepatopatias crônicas). (AU)
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