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Estudo imuno-histoquímico e classificação molecular dos adenocarcinomas de endométrio com expressão heterogênea dos genes de reparo do DNA

Processo: 19/03197-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Louise de Brot Andrade
Beneficiário:Louise de Brot Andrade
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre André Balieiro Anastácio da Costa ; Dirce Maria Carraro ; Giovana Tardin Torrezan ; Glauco Baiocchi Neto
Assunto(s):Neoplasias do endométrio  Adenocarcinoma  Expressão de proteínas  Reparo do DNA  Imuno-histoquímica  Classificação molecular do câncer 

Resumo

Carcinoma endometrial é o quarto câncer mais comum em mulheres. Estudos recentes demonstram importante alteração na classificação molecular desse tumor com influência no tratamento e evolução dessas pacientes. Tradicionalmente, a neoplasia classificada pelo sistema de Bokhman como tipo I e II com base em observações clínicas, endócrinas e epidemiológicas. Nesse modelo o tipo I corresponde em 80-90% (adenocarcinomas endometrióides) e tipo II aos demais tipos, menos frequentes (adenocarcinomas serosos, carcinomas de células claras e carcinomas indiferenciados de endométrio). Frente à simplicidade da classificação de Bokhman, foi proposta classificação mais apurada, com base em aspectos histológicos e perfil molecular. O TCGA (The Cancer Genome Atlas) identificou quatro grupos moleculares de adenocarcinoma de endométrio: (1) mutações no domínio da exonuclease polimerase µ (POLE) (um fenótipo, consequentemente "ultramutado"), (2) "alto número de cópias" em que os tumores apresentam mutações frequentes em TP53, (3) "baixo número de cópias" em que os tumores não apresentam nenhuma das alterações descritas nos outros tipos e (4) tumores com predomínio de instabilidade de microssatélites. Esta classificação molecular aprimorou a estratificação prognóstica da neoplasia quando combinada com fatores clinico-patológicos. Em um número reduzido de pacientes, observa-se no tecido tumoral marcação heterogênea na perda da expressão das proteínas de genes de reparo. Essas pacientes são o foco deste estudo, em que se propõe a pesquisa e o estudo desta alteração no intuito de avaliar relevância clínica, tratamento e prognóstico. Objetivos: Realizar estudo imuno-histoquímico e classificação molecular dos casos de adenocarcinoma de endométrio com perda heterogênea da expressão das proteínas de genes de reparo do DNA. Comparar os achados imuno-histoquímicos e moleculares entre os componentes do carcinoma de endométrio com expressão heterogênea dos genes de reparo de DNA (área com proteínas retidas x área com proteínas perdidas). Casuística e Método: Trata-se de estudo de coorte retrospectivo com cerca de 500 pacientes com adenocarcinoma de endométrio submetidos a tratamento cirúrgico no A.C.Camargo Cancer Center, São Paulo/SP, no período de 2007 a 2017. Espera-se identificar cerca de 30 pacientes com expressão heterogênea dos genes de reparo do DNA. Após a revisão e classificação morfológica, será realizada a pesquisa das proteínas de genes de reparo do DNA através de estudo imuno-histoquímico. Estes casos serão microdissecados para separação das áreas com perda e retenção das proteínas dos genes de reparos do DNA e a amostra de cada uma dessas áreas seguirá para a classificação molecular com sequenciamento de POLE, estudo imuno-histoquímico para p53 e pesquisa de metilação dos promotores dos genes de reparo com perda de expressão imuno-histoquímica. (AU)