| Processo: | 19/21366-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal |
| Pesquisador responsável: | Maria Lucia Gomes Lourenço |
| Beneficiário: | Maria Lucia Gomes Lourenço |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Pesquisadores associados: | Eunice Oba ; Fabiana Ferreira de Souza ; Simone Biagio Chiacchio |
| Assunto(s): | Neonatologia veterinária Cães Asfixia neonatal Hipóxia Biomarcadores Troponina I Miocárdio Taxa de sobrevivência |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cães | hipóxia | miocárdio | neonato | neonatologia | Cardiologia e Neonatologia Veterinárias |
Resumo
A asfixia perinatal é a principal causa das perdas de mais de 60% de neonatos da espécie canina nos primeiros dias de vida. Está relacionada a vários fatores, incluindo as condições obstétricas, distocias, parto prolongado, e a depressão anestésica induzida durante a cesariana. A avaliação clínica do recém-nascido e a utilização de exames complementares são de extrema importância para identificar neonatos que exigem intervenção imediata e monitorização. Marcadores bioquímicos específicos cardíacos como a troponina I, são utilizados para diagnosticar lesão miocárdica isquêmicas e não isquêmicas, em recém-nascidos humanos asfixiados durante o nascimento. O diagnóstico de lesão miocárdica leva a possibilidade da assistência precoce ao recém-nascido, aumentando as chances de sobrevivência. O estudo tem como objetivo avaliar os níveis de troponina cardíaca I (cTnI) em cães recém-nascidos asfixiados e não asfixiados, correlacionando com a avaliação do escore Apgar, saturação de oxigênio, glicemia, lactatemia e hemogasometria. O estudo visa determinar o possível uso da troponina I como emarcador de lesão isquêmica do miocárdio e indicador de hipóxia perinatal em neonatos caninos, assim como seu uso como preditor de mortalidade neonatal. Serão avaliados no mínimo 30 animais nascidos por cesariana, sendo 15 animais no grupo hipóxia (asfixiados) (GH) e 15 animais no grupo controle (não asfixiados) (GC), e para que se possa estabelecer um padrão de normalidade comparativo, haverá um grupo controle (não asfixiados) com 15 animais nascidos de eutocia por entrega vaginal. Os neonatos serão avaliados ao nascimento e após 60 minutos. Os resultados esperados do estudo pressupõem que recém-nascidos asfixiados terão um nível significantemente mais elevado de troponina cardíaca I (cTnI) no sangue quando comparados aos recém-nascidos não asfixiados. Bem como, níveis diferentes de cTnI em neonatos que necessitarem ou não de suporte ventilatório, utilização de fármacos inotrópicos e cronotrópicos positivos ou metilxantinas na reanimação, ou ressuscitação. O estudo impactará no beneficiamento da conduta clínica desses pacientes, aumentando a assistência no pós-parto imediato e a taxa de sobrevivência de cães recém-nascidos. (AU)
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