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A suplementação com melatonina atenua a expressão de adipocinas pró-inflamatórias na gordura visceral de camundongos obesos induzidos por uma dieta rica em gorduras

Processo: 19/20090-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2020 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale
Beneficiário:Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Adiponectina  Fator de necrose tumoral alfa 

Resumo

A obesidade é definida como uma condição de acúmulo anormal ou excessivo de gordura no tecido adiposo branco, resultante do consumo exacerbado de calorias associado ao baixo gasto energético. O acúmulo de gordura no tecido adiposo e em outros órgãos contribuiu para uma inflamação sistêmica, levando ao desenvolvimento de distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia. A melatonina é um potente antioxidante e melhora os processos inflamatórios e o metabolismo energético. Usando camundongos machos alimentados com uma dieta rica em gordura (HFD, 59% de gordura da banha e óleo de soja, 9: 1) como modelo de obesidade, investigamos os efeitos da suplementação de melatonina na prevenção de complicações associadas à obesidade por meio da análise bioquímica plasmática perfil, massa corporal e depósitos de gordura, tamanho dos adipócitos e expressão inflamatória de citocinas no depósito epididimário de adiposo (EPI). A melatonina impediu o ganho de peso corporal e a massa de depósitos de gordura, bem como a hipertrofia de adipócitos. A melatonina também reverteu o aumento do colesterol total, triglicerídeos e LDL-colesterol. Além disso, esse neurohormônio foi eficaz na diminuição completa das citocinas inflamatórias Leptina e Resistina no plasma. No depósito de EPI, a melatonina reverteu o aumento de leptina, IL-6, MCP-1 e TNF-alfa desencadeado pela obesidade. Esses dados permitem inferir que a melatonina apresenta um efeito anti-obesidade, pois atua para impedir a progressão de marcadores pró-inflamatórios no tecido adiposo epidídimo, juntamente com uma redução na adiposidade. (AU)