Resumo
A neurocisticercose é a doença parasitária mais comum do sistema nervoso central. Ela ocorre pela infestação cerebral pela larva de Taenia solium, que acontece quando se ingerem ovos do parasita. A prevalência da doença diminuiu no final do século XX em razão de medidas sanitárias, porém persiste endêmica em diversas regiões da América Latina, África subsaariana e do sudeste asiático. Fluxos migratórios têm determinado o surgimento de casos novos nos Estados Unidos e na Europa. Modelos experimentais de neurocisticercose foram desenvolvidos na última década, com foco especial para a forma parenquimatosa da doença. Por outro lado, a forma extraparenquimatosa da neurocisticercose é mais agressiva e desperta mais controvérsias, especialmente em relação à conduta terapêutica, com níveis de evidência mais baixos para as recomendações de tratamento. Por isso, desenvolvemos um modelo de neurocisticercose extraparenquimatosa em ratos através da inoculação subaracnóidea de cistos de Taenia crassiceps. Este modelo reproduz diversos aspectos radiológicos e morfológicos da neurocisticercose humana e abre perspectivas de investigação laboratorial da doença. Nesse projeto, pretendemos investigar se há mudança no padrão inflamatório na neurocisticercose extraparenquimatosa em diferentes momentos de infecção; se o sexo é um fator determinante de diferenças morfológicas e inflamatórias na neurocisticercose extraparenquimatosa experimental; e investigar o papel de drogas imunomoduladoras na resposta ao tratamento antiparasitário. Para isso, empregaremos análise histomorfométrica, análise de imunoensaio enzimático para quantificação de citocinas inflamatórias e análise de expressão de genes envolvidos na resposta inflamatória através de reação em cadeia da polimerase em tempo real. (AU)
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