Resumo
A resistência aos antibióticos é uma das grandes preocupações mundiais de saúde pública, e a produção de alimentos de origem animal é uma das práticas responsáveis pela pressão de seletiva em bactérias, com destaque para a cadeia produtiva de frangos de corte. A exposição dos humanos às bactérias resistentes, patogênicas ou ambientais, pode levar a infecções persistentes e, por esse motivo, a OMS alerta que infecções por bactérias resistentes poderão ser a principal causa de morte em 2050. A avaliação epidemiológica da resistência aos antibióticos na cadeia produtiva deve ser ampla, utilizando uma abordagem em Saúde Única e as ferramentas de sequenciamento massivo de DNA se destacam neste contexto, permitindo determinar os genes de resistência a antibióticos (ARGs) presentes em uma amostra (chamado de resistoma) bem como os micro-organismos e outros genes funcionais, desta forma, embasando decisões mais assertivas para a mitigação deste problema. No mesmo sentido, é necessário estudar formas alternativas de produção animal, como a antibiotic-free, e extrair práticas com potencial de uso na produção convencional que sejam efetivas na redução de ARGs nos produtos finais. Deste modo, o presente projeto visa realizar um levantamento epidemiológico sobre a produção de frangos de sistemas convencionais e antibiotic-free usando ferramentas ômicas numa abordagem de Saúde Única. Serão avaliados lotes de frango produzidos em sistemas convencionais (n=12) e antibiotic-free (n=12) em diferentes estações do ano com amostragens do campo até o produto final, (ambiente de produção e abate, animais, humanos e alimentos). As amostras serão submetidas à pesquisa de micro-organismos, determinação do perfil de resistência (disco-difusão), do resistoma e sequenciamento de isolados. A partir das análises e tratamento dos dados obtidos deste primeiro experimento, características que influenciaram no perfil de resistência de isolados ou no resistoma de amostras, serão avaliadas de maneira controlada em aviário experimental de modo a corroborar os fatores observados no campo que influenciaram na presença de bactérias resistentes e/ou ARGs. (AU)
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