Resumo
A restauração da perfusão e oxigenação tecidual do encéfalo é fator determinante na evolução neurológica de pacientes que apresentam traumatismo cranioencefálico (TCE) e choque hemorrágico (CH). Em modelo porcino de choque hemorrágico, sem lesão neurológica associada (pesquisa FAPESP n°2011/00348-1)(1), foi observado que o uso de fluidos ou fármacos vasoativos foram igualmente efetivos em restaurar a perfusão encefálica. Entretanto, apenas o tratamento com terlipressina se associou a menor expressão de marcadores cerebrais de edema e apoptose. Num segundo modelo porcino, desta vez com lesão neurológica compatível com TCE grave (pesquisa FAPESP n° 2013/07832-1)(2), observou-se que o tratamento do choque hemorrágico com infusão de fluidos e/ou terlipressina melhorou a hemodinâmica sistêmica e os níveis de pressão arterial, porém não reverteu a hipoperfusão do parênquima cerebral. Isto ocorreu possivelmente devido à disfunção da vasorregulação cerebral promovendo incapacidade de atender as demandas metabólicas cerebrais. Porém, não é claro o papel da transfusão de hemácias, na restauração da adequada oxigenação tecidual neuronal e seu papel na prevenção de fenômenos inflamatórios e isquêmicos em consequência ao TCE grave. (AU)
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