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Geração crise climática: eco-ansiedade e saúde mental juvenil no contexto das mudanças climáticas globais

Processo:25/12400-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Proposta de Mobilidade:SPRINT - Projetos de pesquisa - Mobilidade
Pesquisador responsável:Alicia Matijasevich Manitto
Beneficiário:Alicia Matijasevich Manitto
Pesquisador Responsável no exterior:Maria Asuncion Pastor Valero
Instituição Parceira no exterior: Universidad Miguel Hernández , Espanha
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores associados:Jessica Mayumi Maruyama
Vinculado ao auxílio:24/12948-3 - Efeitos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul sobre a saúde mental e a eco-ansiedade de jovens adultos de uma coorte de nascimento, AP.R
Assunto(s):Saúde mental  Jovens  Ansiedade  Mudança climática  Crise climática 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:eco-ansiedade | jovens adultos | Mudanças Climáticas | Saúde Mental | Saúde Mental

Resumo

O Acordo de Paris estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o final do século XXI. No entanto, em 2024, a temperatura já subiu 1,6°C em relação aos níveis pré-industriais, intensificando eventos climáticos extremos e afetando desproporcionalmente populações vulneráveis. Jovens, em particular, são mais suscetíveis à eco-ansiedade, uma resposta emocional caracterizada por medo, impotência e desespero, devido à exposição intensificada à mídia e à percepção de inação governamental. Meninas e mulheres são particularmente vulneráveis a esses efeitos, com a eco-ansiedade também associada a experiências pessoais de impactos diretos das mudanças climáticas. Embora a eco-ansiedade possa, em alguns casos, ser uma resposta adaptativa que promove comportamentos pró-ambientais, quando intensa e prolongada, ela pode prejudicar a saúde mental, levando a transtornos de ansiedade, depressão e disfunções diárias. A eficácia de ações sustentáveis para aliviar a eco-ansiedade é limitada entre grupos vulneráveis, que têm acesso restrito a recursos. A pesquisa sobre os impactos psicológicos diretos das mudanças climáticas ainda é incipiente, com foco predominante em estratégias educacionais em vez de impactos psicológicos diretos. No Brasil e na Espanha, os aumentos projetados nas temperaturas médias são superiores à média global e devem intensificar eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e incêndios florestais. Estudos indicam que jovens, especialmente aqueles diretamente afetados por eventos climáticos, apresentam elevados níveis de eco-ansiedade. Em resposta a essa crescente preocupação, a colaboração internacional entre as universidades de São Paulo (USP) e da Universidade Miguel Hernández (UMH) busca investigar a prevalência e os fatores contribuintes da eco-ansiedade entre os jovens desses dois países. A pesquisa também avaliará como comportamentos ambientais proativos podem mitigar os efeitos adversos da eco-ansiedade, e será criado um espaço colaborativo, o "Citizen Lab", para co-criação de soluções práticas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde mental dos jovens. O projeto visa promover uma colaboração científica e acadêmica entre as duas universidades, por meio de seminários, cursos e workshops, e buscar financiamento conjunto para garantir a continuidade da pesquisa sobre vulnerabilidade climática e saúde mental. Os resultados esperados incluem a geração de dados inovadores que informarão políticas públicas e práticas de saúde mental adaptativas para jovens vulneráveis, além da publicação de artigos científicos em periódicos relevantes. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
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