| Processo: | 25/05117-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2029 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Acordo de Cooperação: | ANR |
| Pesquisador responsável: | Cristiano Mazur Chiessi |
| Beneficiário: | Cristiano Mazur Chiessi |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Aline Govin |
| Instituição Parceira no exterior: | Centre National de la Recherche Scientifique , França |
| Instituição Sede: | Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Christine Hatte ; Dailson Jose Bertassoli Junior ; Gwenael Herve ; Jeremy Jacob ; Ji Woong Yang ; Kageyama ; Luciana Figueiredo Prado ; Natalia Vazquez Riveiros ; Paulo Eduardo de Oliveira ; RODRIGO AZEVEDO NASCIMENTO ; Thiago Pereira dos Santos ; Vinícius Ribau Mendes |
| Assunto(s): | Paleoclimatologia Paleoceanografia Amazônia Clima Vegetação Oceanos e mares Mudança climática |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amazon region | Climate and vegetation changes | Interglacial periods | Millennial-scale events | Oceanic drivers | Paleoclimatologia e Paleoceanografia |
Resumo
A floresta amazônica abriga a mais rica biodiversidade da Terra, é um dos maiores reservatórios de carbono da superfície do planeta e historicamente tem sido um grande sumidouro das emissões antropogênicas de CO2. No entanto, mudanças antropogênicas no clima e no uso da terra podem levar a floresta amazônica a um estágio irreversível de degradação, caracterizando-a como um compartimento central do sistema terrestre que apresenta um ponto de não retorno. A extensão da floresta amazônica depende da quantidade e sazonalidade das chuvas. A redução projetada para as chuvas da Amazônia, que pode ser alterada regionalmente pela provável desaceleração da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (CRMA), pode afetar ainda mais a floresta amazônica.A preparação para mudanças futuras depende de uma compreensão aprofundada da vegetação e do clima da Amazônia, incluindo sua variabilidade natural e suas forçantes oceânicas. Os registros paleoclimáticos são uma fonte valiosa de informações sobre o funcionamento dos ecossistemas e do hidroclima da Amazônia, mas arquivos naturais de alta qualidade são escassos, especialmente aqueles que registram intervalos de tempo anteriores ao último período glacial. Felizmente, novos testemunhos sedimentares marinhos de alta qualidade coletados durante o cruzeiro oceanográfico franco-brasileiro AMARYLLIS-AMAGAS II, liderado pelos PIs do projeto AMACLIM em 2023, encontram-se disponíveis para preencher essa lacuna.O projeto AMACLIM usará as mudanças climáticas que ocorreram em períodos interglaciais e em eventos milenares dos últimos 220.000 anos como experimentos naturais para fornecer a primeira compreensão integrada das interações atmosfera-continente-oceano que controlam o clima e a vegetação da Amazônia sob diferentes forçantes. Para atingir este objetivo, o projeto AMACLIM integrará reconstituições paleoclimáticas com alta resolução temporal de dois pares de testemunhos sedimentares marinhos coletados a jusante da foz do Rio Amazonas durante o cruzeiro oceanográfico AMARYLLIS-AMAGAS II, com simulações de modelos climáticos e de vegetação de última geração da Amazônia. O projeto responderá como mudanças na dinâmica superficial, subsuperficial e profunda da porção oeste do Atlântico equatorial que ocorreram em períodos interglaciais e em eventos milenares influenciaram o clima e a vegetação da Amazônia, com impactos potencialmente diferentes nos Andes e nas terras baixas da bacia amazônica.O projeto AMACLIM reúne uma equipe única de especialistas franceses e brasileiros de início de carreira, meio de carreira e seniores em reconstituições e modelagem paleoclimática da região amazônica. Os resultados esperados incluem (1) a primeira caracterização abrangente dos mecanismos climáticos e feedbacks que ligam a dinâmica da porção oeste do Atlântico equatorial ao clima e à vegetação da Amazônia sob diferentes condições climáticas, bem como a primeira reconstituição e compreensão aprofundada das respostas do clima e da vegetação da Amazônia (2) a condições mais quentes do que as pré-industriais, e (3) a desacelerações da CRMA de amplitude variável, como pode ocorrer no futuro. Esta visão abrangente do clima, da vegetação e das forçantes oceânicas será um grande avanço científico, contribuindo sobremaneira para antecipar as mudanças futuras que podem ameaçar a Amazônia.O projeto AMACLIM se baseia na estreita colaboração franco-brasileira estabelecida em paleoceanografia e paleoclimatologia por meio de três iniciativas científicas em andamento: o cruzeiro oceanográfico AMARYLLIS-AMAGAS II e dois projetos de mobilidade científica (os projetos IRP-INSU Saravá e CAPES-COFECUB). O projeto também está perfeitamente alinhado com a principal área de foco "Ciências da Terra e do Oceano" (Pilar "Oceanos e Clima") do Centro Internacional de Pesquisa "Transições" criado em 2024 entre o CNRS na França e a Universidade de São Paulo no Brasil. (AU)
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