Resumo
O uso de RNAs interferentes é apontado como uma alternativa viável para controlar os milharesde casos de resistência aos agentes químicos de controle e manejar sustentavelmente pragas,doenças e plantas daninhas. As principais justificativas são a fácil biodegradação, a diversidadede potenciais sítios de ação e, principalmente, a possibilidade de obter RNAis seletivos queatuem em uma única espécie ou em um único biotipo. A especificidade, quando possível, permiteo controle seletivo em situações em que os agentes químicos, que interagem com proteínas, nãoseriam capazes de fazê-lo. Há centenas de patentes de RNAis sintéticos com potencial uso emproteção de plantas, mas que não têm chegado ao mercado e as principais justificativas sereferem à estabilidade dos siRNAs em condições práticas de uso e a dificuldade em desenvolversistemas de entrega desses compostos que possam superar as barreiras à entrada dexenobióticos presentes nas espécies alvo. Há várias abordagens para aumentar a estabilidadee otimizar a dinâmica de RNAs sintéticos visando o seu uso em agricultura, destacando-se o usode fitas duplas, hairpins, surfatantes específicos, lipossomas, vesículas, cápsulas,micropartículas e nanopartículas. Mesmo quando as plantas não são o alvo dos RNAs, como nocontrole de pragas, doenças e nematoides, vêm constituindo o alvo preferencial das aplicações,atuando como reservatórios e sistemas de liberação para esses organismos. No caso de RNAscom ação herbicida, as plantas serão sempre o alvo tanto do controle quanto das aplicações. ABioAtiva ainda não tem a capacidade financeira necessária para desenvolver e comercializar, demodo independente, tecnologias fundamentadas em RNAs, mas vem adquirindo condições dedesenvolvê-las. Também construiu duas modalidades de parceria com as empresas quedesenvolvem essas tecnologias: 1) Avaliação de tecnologias que as empresas parceirasdesenvolvem; 2) Desenvolvimento conjunto de tecnologias com ressarcimento dos serviços erecebimento de royalties em caso de sucesso. Esses modelos são similares aos que a empresautiliza na maioria dos trabalhos com xenobióticos. O PiPe 1 foi fundamental para que a BioAtivatreinasse e expandisse a sua equipe e desenvolvesse os métodos de biologia molecular eLCMSMS necessários para estudar a eficácia e dinâmica de siRNAs; introduziu na empresa asrotinas de trabalho com Nicotiana benthamiana, fundamentais para estudar a dinâmica e açãode xenobióticos; qualificou a BioAtiva para estudar praticamente todos os aspectos relacionadosà rota de síntese de tetrapirróis / porfirinas em plantas. Integrando técnicas de biologia moleculare LCMSMS de alta resolução ou resolução unitária, a BioAtiva poderá monitorar a dinâmica, ometabolismo e a ação de herbicidas inibidores da Protox em plantas daninhas ou cultivadas e noambiente. A Protox vem se tornando prioritária no desenvolvimento de novos herbicidas etransgênicos a eles resistentes. A BioAtiva poderá prestar um amplo conjunto de serviços nomonitoramento da resistência de plantas daninhas ou cultivadas aos inibidores da Protox,incluindo sequenciamento de genes e a determinação dos níveis de expressão; acumulação decompostos intermediários da rota e marcadores; avaliação da dinâmica e metabolismo dosherbicidas; avaliação da funcionalidade de sistemas antioxidantes; caracterização e ocorrênciade sintomas; desempenho fotossintético e níveis de controle. Finalizar o desenvolvimento eintegrar todas as tecnologias citadas é o principal objetivo do PiPe 2 proposto. (AU)
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