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Explorando a Heterogeneidade Espacial do tecido cerebral Através de Estudo Multiômico em Pacientes com Displasia Cortical Focal tipo IIb

Processo:24/19581-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Projeto Geração
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2031
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Amanda Morato Do Canto
Beneficiário:Amanda Morato Do Canto
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Campinas
Pesquisadores associados:Clarissa Lin Yasuda ; Fábio Rogério ; Fernando Cendes ; Iscia Teresinha Lopes Cendes
Assunto(s):Displasia cortical focal  Metabolômica  Análises multiômicas  Proteômica  Transcriptômica  Genética molecular 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Displasia cortical focal | Espacial | Metabolomica | Multiomica | Proteomics | Transcriptômica | Genética Molecular

Resumo

A displasia cortical focal (DCF) é uma causa importante de epilepsia refratária, cuja complexidade está associada à arquitetura tecidual. De acordo com a classificação da International League Against Epilepsy (ILAE) (2018; 2022), a DCF divide-se em três tipos principais: DCF tipo I, II e III, com subtipos que refletem a especificidade das alterações histológicas. A DCF tipo I apresenta leve desorganização laminar, enquanto a DCF tipo II, subdividida em IIa e IIb, caracteriza-se por desorganização cortical mais evidente. O subtipo IIb, o mais severo, exibe neurônios dismórficos e células em balão, que são marcadores histológicos específicos e estão associados a maior refratariedade ao tratamento, frequentemente exigindo intervenção cirúrgica (Najm et al., 2018; 2022).A classificação atual da DCF destaca a heterogeneidade da condição e recomenda uma abordagem diagnóstica integrativa que considera níveis celulares e moleculares, como análises histopatológicas, genéticas moleculares e de neuroimagem. Baseando-se nessas diretrizes, este estudo propõe o uso de uma abordagem multiômica espacial para integrar dados de transcriptômica, proteômica e metabolômica de amostras de tecido cerebral de pacientes com DCF refratária. Essa metodologia visa mapear alterações gênicas, proteicas e metabólicas, contribuindo para entender o papel da organização espacial do tecido na fisiopatologia da epilepsia associada à DCF e sua resistência ao tratamento.Nos últimos anos, a multiômica espacial tem sido valorizada por seu potencial de integrar caracterização molecular com arquitetura tecidual (Fangma et al., 2023). O uso de técnicas avançadas de multiômica permite compreender como o microambiente celular e as interações entre células influenciam o desenvolvimento da epilepsia em contextos específicos de DCF. Essa abordagem possibilita identificar novos alvos terapêuticos e biomarcadores robustos e fornece uma interpretação funcional mais precisa de dados genômicos e transcriptômicos, tradicionalmente limitados por falta de contexto espacial. Estudos convencionais identificam genes diferencialmente expressos em doenças, mas com limitada capacidade de localização tecidual. A multiômica espacial permite mapear essas alterações no local exato onde ocorrem no tecido, melhorando a compreensão das interações e atividades celulares que sustentam a DCF.Com 11 anos de participação no Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (CEPID-BRAINN), integro um grupo que há mais de duas décadas realiza estudos aprofundados em pacientes com epilepsia refratária associada à DCF. Este grupo mantém um biorrepositório com 13 amostras de DCF tipo IIb, rigorosamente caracterizadas por neurologistas e patologistas, o que assegura uma base sólida para a análise molecular proposta. A disponibilidade dessas amostras bem caracterizadas, combinada com a integração de dados multiômicos, oferece uma excelente perspectiva para identificar biomarcadores e entender os mecanismos subjacentes à DCF, com potencial de contribuir significativamente para o tratamento e manejo clínico da condição. (AU)

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