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Núcleo de excelência em conectividade óptica

Resumo

A internet vem desempenhando um papel crucial na sociedade: o e-mail já permite comunicação global e instantânea a baixos custos, o e-commerce torna possíveis relações comerciais seguras via computador e o e-gov propicia uma relação mais fácil e transparente entre governo e cidadão. A massificação dessas aplicações leva à Redes de Próxima Geração, que serão capazes de dar suporte a um tráfego heterogêneo composto por voz, dados e televisão oferecendo a qualidade-de-serviço exigida para cada aplicação. As redes ópticas são as únicas com largura de banda suficiente para suportar o volume de tráfego exigido pelas Redes de Próxima Geração. A grande maioria dos sistemas ópticos atualmente em operação utiliza o protocolo SDH/SONET, adequado à transmissão do tráfego de voz por oferecer comutação por circuito e proteção. Estas características, entretanto, não são adequadas às Redes de Próxima Geração, onde diferentes níveis de qualidade de serviço e proteção são desejados. A evolução das redes ópticas rumo à integração harmoniosa com as Redes de Próxima Geração é, portanto, uma área de pesquisa estratégica. Nosso grupo de trabalho é um dos únicos do país a pesquisar a interconexão de redes ópticas, além de atuar na pesquisa relacionada aos aspectos de engenharia de tráfego das redes MPLS, e no desenvolvimento de novas aplicações para a internet. Publicações internacionais na área [1-18] e convênios com empresas [CPqD de 1997 a 1999, Embratel de 1997 a 2000, Ericsson Telecomunicações de 1999 a 2001 (MPLS e Eng. de Tráfego nas Redes IP)] atestam a excelência de nossas pesquisas. Neste contexto, o suporte do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (PRONEX) da FAPESP se faz essencial para a continuidade das atividades. Dentre as áreas a serem estudadas destacam-se: o problema do roteamento e alocação de comprimentos de onda de caminhos ópticos, conhecido como RWA (Routing and Wavelength Assignment); a modelagem do desempenho de redes ópticas, especialmente em termos da sua probabilidade de bloqueio a requisições de novos caminhos; a interoperaçao da rede óptica com camadas superiores, especialmente nos ambientes emergentes caracterizados pela predominância do protocolo da Internet (IP) com a extensão MPLS (Multiprotocol Label Switching); a caracterização do tráfego gerado por novas aplicações, e seu impacto sobre o dimensionamento e o desempenho das redes emergentes; os mecanismos de proteção e restauração de serviço na presença de falhas, tendo em vista a necessidade de prover altos níveis de disponibilidade para os serviços da rede óptica; a comutação de pacotes e de bursts ópticos; mecanismos de diferenciação e de garantia de qualidade de serviço. A formação do Núcleo de Excelência em Conectividade Óptica garantirá ao Estado de São Paulo e ao Brasil geração de conhecimento, formação de pessoal, bem como representatividade internacional em suas áreas de atuação. (AU)

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