Resumo
A LTA apresenta largo espectro de manifestações, variando de infecção assintomática e/ou subclínica em indivíduos naturalmente resistentes, até formas sintomáticas em indivíduos susceptíveis, tais como: leishmaniose cutânea localizada (LCL), leishmaniose cutânea disseminada borderline (LCDB), leishmaniose cutânea mucosa (LCM), leishmaniose mucosa (LM) e leishmaniose cutânea anérgica difusa (LCAD), dependendo do agente etiológico envolvido e do tipo da resposta imune (TCD4+ Th1/Th2) do hospedeiro (PEARSON & SOUSA, 1995; SILVEIRA et al., 2004). Em relação à LVA, apesar do avanço no conhecimento sobre a forma clássica, ainda existem muitas lacunas no que diz respeito à interação do parasita, L. (L.) chagasi, com o sistema imunogenético do homem. O espectro clínico da infecção humana ainda carece de uma definição mais precisa, a fim de aprimorar o diagnóstico clínico dos indivíduos infectados, sintomáticos e/ou assintomáticos, e de se estabelecer condutas de tratamento para as diferentes formas. Para tanto, há necessidade de estudos de campo, de natureza longitudinal, visando identificar os indivíduos portadores da infecção, sintomática e assintomática; e, acompanhar a evolução dos casos por tempo que permita definir os perfis clínico-imunológicos da infecção humana por L. (L.) chagasi. A resposta imune da infecção humana por L. (L.) chagasi tem recebido maior atenção nos casos da doença plena do que nos casos da infecção assintomática e/ou subclínica, nos quais os mecanismos de resistência imunológica precisam ser mais bem entendidos. Os modelos experimentais para LVA são realizados, principalmente, em hamsters e camundongos, o que não permite extrapolar todos os dados para o homem, face à distância filogenética entre ambos. Há, portanto, necessidade de se estabelecer um modelo animal mais próximo do homem, que permita realizar os ensaios acima citados. Nesse sentido, existem evidências que o Cebus apella, poderia ter potencial como modelo da LVA Além disso, foi demonstrado em um estudo piloto que a infecção in vitro do macrófago peritoneal desse primata não só com a espécie causal da LVA, como também, com espécies responsáveis pela LTA no Brasil, permite estudar a resposta imune das leishmanioses. Assim sendo, esses dois modelos, in vivo e in vitro, utilizando primatas não humanos pode representar uma ferramenta de grande apoio aos estudos sobre a imunopatogenia da LVA e LTA. O projeto se propõe a caracterizar o papel da célula de Langherans na interação com a resposta imune CD4/CD8 nas diferentes formas clínicas da leishmaniose tegumentar no Brasil, com diferentes espécies de Leishmania na modulação da imunopatogênese da doença, caracterizar o espectro clínico e imunológico da infecção humana por Leishmania (L.) chagasi na Amazônia brasileira, e os respectivos perfis de resposta imune celular e humoral dos indivíduos infectados. Pretende, também, avaliar a susceptibilidade do primata Cebus apella como modelo de estudo experimental da leishmaniose visceral, Leishmania (L.) chagasi, e da leishmaniose tegumentar experimental por Leishmania (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis. Em relação ao modelo experimental murino, pretende analisar a cinética da interação da célula de Langherans com a resposta imune CD4+/CD8+ em camundongos BALB/C e C57BL/6 por L. (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis isoladas de diferentes formas clínicas de LTA. Estudos in vitro serão desenvolvidos para identificar possíveis mecanismos de resistência e de susceptibilidade associados à resposta imune inata do macrófago peritoneal de primatas neotropicais infectado com Leishmania (V.) braziliensis, L. (L.) amazonensis e L. (L.) chagasi. (AU)
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