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Avaliação de software protótipo para a Sistematização da Assistência de Enfermagem

Processo: 06/00145-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2006 - 31 de maio de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Médico-cirúrgica
Pesquisador responsável:Yolanda Dora Martinez Évora
Beneficiário:Yolanda Dora Martinez Évora
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Informática  Informática em enfermagem 

Resumo

O projeto de pesquisa ora apresentado é um subprojeto do projeto integrado A Informática no contexto das práticas de gerenciamento, assistência e de educação em Enfermagem (CNPq Processo n. 350294/2003-8) sob minha coordenação e parte da construção de conhecimento do Núcleo de Estudo e Pesquisa sobre Informática em Enfermagem (NEPIEn- http://www.eerp.usp.br/nepien), cadastrado junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, desde 2000. A construção de sistemas informatizados como forma de buscar soluções para aperfeiçoar a administração da informação e apoiar o desenvolvimento do processo de trabalho na enfermagem é uma necessidade premente.Visando possibilitar maior facilidade e rapidez na elaboração da coleta de dados e da prescrição de enfermagem, Sperandio (2002) em sua dissertação de mestrado, desenvolveu um software para o planejamento da assistência de enfermagem alicerçado nas considerações do Processo de Enfermagem segundo Wanda Horta (1979) e nas intervenções de enfermagem descritas por Carpenito (1997). A metodologia utilizada para a construção deste software fundamentou-se no ciclo de vida de desenvolvimento de sistema, baseando-se no conceito de prototipação, conforme Pressman (1995). A abordagem de prototipação tem seu início na coleta e refinamento dos requisitos e avança para a construção, avaliação pelo cliente e refinamento quando ocorre uma remodelação do projeto, satisfazendo melhor as necessidades do cliente e, finalmente, a engenharia do produto. A próxima etapa da prototipação a ser desenvolvida concentra-se na atividade de avaliação. Dada a importância e a necessidade de se realizar essa etapa, surgiram alguns questionamentos. Como está a qualidade técnica deste software? Será que o conteúdo teórico vai ao encontro das necessidades dos enfermeiros? Quanto tempo os enfermeiros levarão para documentar o Processo de Enfermagem utilizando o computador? Qual será o impacto deste software na prática de enfermagem? Visando transformar este software-protótipo em um produto concluído e aprovado para a utilização na prática de enfermagem, este projeto tem os seguintes objetivos: a) Avaliar junto a especialistas em Informática a qualidade técnica do software em questão; b) Avaliar junto a enfermeiros a qualidade do software em termos de conteúdo e questões de interesse do usuário; c) Analisar o impacto da utilização do software a beira do leito.A metodologia a ser utilizada fundamenta-se no Modelo do Processo de Avaliação de qualidade de software segundo a norma ISO/IEC 9126 que é constituído de três fases: definição de requisitos de qualidade, preparação da avaliação e procedimento de avaliação.Considerando-se a característica de modularidade do software e adotando-se o referencial proposto por Pressman (1995), optou-se por uma forma de avaliação que, inicialmente, concentra-se em cada unidade dos módulos (teste de unidade modular). Em seguida, estes serão verificados na forma integrados (teste de integração modular) e, finalmente, evoluirá para um teste de validação, em que será observado se todos os elementos combinam-se adequadamente e se o desempenho global do produto é conseguido. Desta forma, teremos a garantia final que o software atenda ou não a todas as exigências funcionais, comportamentais e de desempenho.Os instrumentos elaborados com base nas características e subcaracterísticas de qualidade serão igualmente aplicados junto aos especialistas de Informática e de conteúdo para a coleta de dados. As etapas operacionais deste processo de avaliação serão desenvolvidas a beira do leito, na unidade de terapia intensiva de uma instituição hospitalar de filantropia com um número de leitos igual a 136 e localizado no interior do Estado de São Paulo. (AU)