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Efeitos da suplementação com castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa H.B.K) como fonte de selênio para pacientes hemodialisados

Processo: 08/50359-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Silvia Maria Franciscato Cozzolino
Beneficiário:Silvia Maria Franciscato Cozzolino
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Selênio  Diálise renal  Glutationa peroxidase  Castanha-do-Brasil 

Resumo

Estudos têm mostrado que pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise estão sob estresse oxidativo e com isso apresentam elevada peroxidação lipídica (Çeliker et al., 2001). O estresse oxidativo leva a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), as quais são induzidas pelas toxinas urêmicas e pela própria hemodiálise, devido à incompatibilidade das membranas de diálise, qualidade da água da diálise e pela diminuição da defesa antioxidante (vitaminas e minerais) (Çeliker et al., 2001; Adamowicz et al, 2002; Ardalalan et al., 2006). Dentre os vários antioxidantes estudados nesses pacientes, está o selênio (Se), onde a literatura relata deficiência na sua concentração plasmática e na atividade da glutationa peroxidase, enzima responsável pela função antioxidante deste mineral (Kalantar- Zadeh & Koople, 2003; Hsieh et al., 2006). De acordo com esta deficiência alguns pesquisadores suplementaram selênio via medicamentosa nestes pacientes e observaram aumento na concentração plasmática de Se e na atividade da glutationa peroxidase, o que parece ser benéfico ao paciente. Sendo o Brasil um grande produtor de um dos alimentos mais ricos em Se, a Castanha do Pará e, além disso, não existindo na literatura nenhum trabalho sobre suplementação de castanha do Pará como fonte de Se para pacientes com DRC, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da suplementação de castanha do Pará na concentração plasmática de Se e na atividade da glutationa peroxidase, em pacientes renais crônicos sob hemodiálise, tratados numa clínica de diálise na cidade do Rio de Janeiro. (AU)