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Disruptores endócrinos em sistemas aquáticos: interações com substâncias húmicas e perspectivas de tratamento utilizando-se turfas

Processo: 08/09682-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2009 - 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química
Pesquisador responsável:André Henrique Rosa
Beneficiário:André Henrique Rosa
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental de Sorocaba. Sorocaba , SP, Brasil
Assunto(s):Matéria orgânica  Substâncias húmicas  Água  Química ambiental 

Resumo

Interferentes endócrinos (IE) representam uma classe emergente de contaminantes em sistemas aquáticos, que pode comprometer a vida da biota aquática e de seres humanos. Alteram o funcionamento do sistema endócrino bloqueando sítios receptores de células, aumentando a produção e/ou secreção de hormônios naturais, bem como interferindo no sistema reprodutor. Embora alguns estudos estejam sendo desenvolvidos no sentido de quantificação e verificação da toxicidade dos IE presentes no ambiente, praticamente não há na literatura estudos associados ao comportamento e disponibilidade destas substâncias em águas superficiais. Neste contexto, o estudo das interações entre IE e Substâncias Húmicas Aquáticas (SHA) é relevante, na medida em que estas representam a principal fração de matéria orgânica natural e podem exercer importante papel na transformação, dispersão, mobilidade e transporte dos IE em sistemas aquáticos. Também é relevante o estudo de novos procedimentos de tratamento de águas superficiais, pois estudos têm mostrado que os métodos convencionais de tratamentos não têm conseguido eliminar integralmente a presença de alguns IE. Assim, estudos visando verificar a aplicabilidade de turfas para tratamento de águas superficiais contendo os IE são viáveis, em função da eficiência demonstrada por estas, no tratamento de águas contaminadas por derivados de petróleo. Além disto, deve-se ressaltar que o Brasil possui em seu território cerca de 1,6 bilhões de metros cúbicos de turfa, e são poucas as pesquisadas atualmente desenvolvidas no país, visando possíveis aplicações do ponto de vista tecnológico e ambiental desse material. (AU)