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Clonagem e expressao do amblyomin-x (inibidor recombinante com potencial uso terapeutico no tratamento de neoplasias) de acordo com as normas das agencias regulatorias

Processo: 08/50214-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2008 - 31 de outubro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Isabel de Fátima Correia Batista
Beneficiário:Isabel de Fátima Correia Batista
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Amblyomma cajennense 

Resumo

Os inibidores de proteinases são moléculas que modulam a atividade de enzimas proteolíticas e estão envolvidos nos mais variados processos fisiológicos (coagulação, fibrinólise, digestão). Porém, além de seu importante papel fisiológico estas moléculas têm despertado grande interesse no controle de patologias dentre elas o câncer. O perfil dos transcritos mais expressos pelas glândulas salivares do carrapato Amblyomma cajennense foi previamente estabelecido (Processo FAPESP 00/14067-0), e dentre os 2.000 clones seqüenciados (Batista et al., 2008 - "in press"), um apresenta certa identidade com inibidores do tipo Kunitz e características que o assemelha aos inibidores de FXa, por isso, foi eleito para clonagem expressão. Tanto o processo de obtenção quanto o uso da proteína recombinante que foi denominada Amblyomin-X (recombinante obtido do Amblyomma cajennense, que apresenta inibição sobre o Fator Xa), foram protegidos através do depósito de uma patente no INPI (PI 0406057-1), cujos titulares são a FAPESP, a Biolab-Sanus e pesquisadores do Instituto Butantan. O Amblyomin-X apresenta efeito citotóxico para células tumorais ("in vitro") e causa a regressão de tumores dorsais implantados em camundongos ("in vivo"), porém não apresenta efeito citotóxico para células normais. Assim essa molécula abre perspectivas para o estudo de um novo agente anti-tumoral e anti-metastático que eventualmente possa vir a ser utilizado em pacientes com certos tipos de tumores. No entanto, órgãos regulatórios (ANVISA e o FDA) preconizam que moléculas para uso terapêutico devem ser isentas de "His-tag", e este projeto tem por objetivo a obtenção da molécula recombinante que atenda às exigências das agencias regulatórias. (AU)