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Avaliação do coping em adultos com transtorno bipolar e a relação com traços de personalidade

Processo: 08/04957-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2008 - 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Ricardo Alberto Moreno
Beneficiário:Ricardo Alberto Moreno
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicopatologia  Transtorno bipolar 

Resumo

Objetivos: Geral: a) identificar quais estratégias de coping que os pacientes bipolares I e II utilizam frente aos sinais prodrômicos da mania / hipomania e em situações de estresse; Específico: a) verificar se características sócio demográficas e características clínicas da doença (idade de início, tempo de doença, idade de início x número de episódios) tem influência nas estratégias de coping; b) verificar se existem relações entre estratégias de coping e características de personalidade. Justificativa: a) Considerando que os pacientes bipolares sejam capazes de identificar os prodromos de uma crise de mania / hipomania, conhecer quais estratégias utilizam para enfrentar tal situação é importante, pois, frente a estratégias ineficazes, as abordagens psicossociais poderiam promover estratégias de coping mais eficientes, evitando uma crise completa. Assim, esta seria uma medida preventiva de episódios recorrentes. Isso também se aplicaria ao conhecimento das estratégias de coping em outros eventos estressores, já que existe uma importante vulnerabilidade do paciente bipolar a esses eventos no sentido de desencadear novas crises; b) discriminar as estratégias utilizadas por pacientes bipolares I e II dá às abordagens psicossociais a possibilidade de desenvolver técnicas de manejo mais adequadas a cada quadro; c) Ausência de estudos em nosso meio sobre as estratégias de coping no Transtorno Bipolar. Sujeitos: 60 pacientes bipolares II serão avaliados no ambulatório do GRUDA - Grupo de Estudos de Doenças Afetivas - IPq-HC-FMUSP (São Paulo) (eutímicos). 60 pacientes bipolares I serão avaliados no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) - UFCS (Porto Alegre) (eutímicos). Diagnóstico: critérios DSM-IV-TR e SCID-CV. Critérios para a eutimia: a) escore total na escala de mania de Young (YMRS) < 12; b) escore total na Escala de Avaliação para Depressão de Hamilton (HAMD) e Escala para avaliação da depressão Montgomery Asberg (MADRS) < 7. Os pacientes devem ser alfabetizados, não apresentar transtorno mental orgânico ou dificuldade cognitiva significativa, como demência ou retardo mental. Não podem ter dependência de substâncias nos últimos 3 meses (exceto nicotina e cafeína). Também serão avaliados 60 indivíduos normais (grupo controle) para comparação dos resultados (Projeto Bom Humor - LIM 23 - IPq- HC - FMUSP). Instrumentos: a) Entrevista Clínica, b) Critério Brasil - Avaliação do nível socioeconômico; c) Entrevista Clínica Estruturada para o DSM IV - Versão Clínica (SCID - CV), d) Yong Mania Rating Scale (YMRS), e) Escala de Avaliação para Depressão de Hamilton (HAM-D), f) Escala de Avaliação de Depressão de Mongomery-Asberg (MADRS); g) Coping Inventory for Prodromes of Mania (CIPM), h) Escala de Modos de Enfrentamento de Problemas; i) Inventário de Personalidade NEO-PI-R, j) Brief Cope. Procedimentos: Os pacientes para o estudo serão recrutados na unidade ambulatorial do GRUDA e do HMIPV, seguindo os critérios de inclusão / exclusão. Um avaliador, às cegas, administrará as escalas YMRS, HAMD e MADRS. O CIPM será traduzido, retrotraduzido e posteriormente submetido à revisão técnica. Em seguida, o inventário passará por processo de validação de conteúdo, quando dois juízes especialistas na área analisarão a adequação dos itens com relação ao tema investigado. Além disso, após a coleta de dados para este estudo, os dados relativos a CIPM serão avaliados com relação à consistência interna (± de Cronbach), bem como com relação à análise fatorial. A entrevista inicial, as escalas de coping e de personalidade serão administradas pela autora da pesquisa e assistentes treinados. Em seguida, os dados serão armazenados em um banco de dados e posteriormente analisados. (AU)