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Evaluation of haemodynamic, metabolic and electrolyte changes after reperfusion in a porcine model of intestinal transplantation

Processo: 10/06163-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2010 - 31 de outubro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alexandre Bakonyi Neto
Beneficiário:Alexandre Bakonyi Neto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Isquemia  Reperfusão  Transplante de órgãos 

Resumo

Objetivou-se padronizar a técnica anestésica e avaliar as alterações hemodinamicas, metabólicas e eletrolíticas durante a fase de clampeamento e após reperfusão do enxerto, em porcos submetidos ao transplante intestinal ortotópico (ITx). Foram utilizados 30 suínos ( 15 male donors and 15 female recipients ) distribuidos em dois grupos: GI (n=6), ITx sem imunossupressão e GII (n=9) with imunossupression based tracolimus na dose diária de 0,3 mg/kg. A medicação pré-anestésica foi realizada com acepromazina (0,1 mg/kg), morfina (0,4mg/kg) e quetamina (10 mg/kg) em mesma seringa pela via intramuscular, e atropina (0,044 mg/kg IM), seguida pela indução anestésica através da associação do diazepam e quetamina, em proporções iguais, na dose de 0,1 a 0,15 ml/kg/IV. A manutenção anestésica dos porcos doadores de enxerto foi realizada através da infusão intravenosa de xilazina (1 mg/ml), quetamina (2 mg/ml) e éter gliceril guaiacol 5% (50 mg/ml), diluídos em 250ml de solução glicosada a 5%, e infundidos numa velocidade de 2,0 ml/kg/hora para indução inicial até alcance do plano anestésico, seguida de dose de manutenção de 0,5 a 1,0 ml/kg/hora. A manutenção anestésica dos porcos receptores de enxerto foi através da inalação de isofluorano. Foram avaliadas freqüência cardíaca, pressões arteriais sistólica, média e diastólica, oximetria de pulso, freqüência respiratória, capnografia, temperatura corpórea, hemogasometria (pH, PaCO2, PaO2, BE, HCO3-, Hct, SatO2), potássio sérico, cálcio ionizado, sódio e glicose em TO, após a incisão abdominal, T1 - 10 minutos antes da reperfusão e T2 e T3 ( 10 e 20 minutos após a reperfusão do enxerto respectivamente). Foram registrados os tempos de isquemia fria, isquemia quente e tempo cirúrgico. Resultados: todos os grupos se comportaram de maneira bastante similar, não havendo diferenças estatísticas entre os grupos. A temperatura corpórea declinou após a reperfusão do enxerto . A PAM diminuiu significativamente em T2 e T3 em relação a TO e T1, em ambos os grupos estudados (GI = 56,2 ± 6,4 e 57,2 ± 8,3mmHg e GII = 65,7 ± 10,2 e 67,8 ± 16,8mmHg, respectivamente), acompanhada de elevação da HR. O ETCO2 aumentou em T2 (42mmHg) e T3 (40mmHg).A avaliacao hemogasimetrica revelou uma acidose metabólica após a reperfusão do enxerto (T2 e T3), com significante redução do pH e elevação da PaCO2 e redução significativa do HCO3 e do BE em relação a TO e T1 A elevação do K+ foi significativa em T2, decorrente da acidose metabólica ou da liberação de produtos resultantes do metabolismo celular do enxerto, com retorno aos níveis basais em T3. O Ca++, Na++ ,Hct, Gli, SatO2, não sofreram alterações significativas nos momentos estudados, nem entre os grupos. Concluiu-se que a hipotensão arterial e a elevação da FC foi a alteração cardiovascular mais importante . Dentre as alterações eletrolíticas e metabólicas, a acidose metabólica e a elevação dos níveis séricos do K++ foram o fenômeno mais importante após a reperfusão do enxerto. Não houve diferenças entre os animais que receberam tratamento com imunossupressor tracolimus daqueles que não receberam, em relação as respostas hemodinâmicas, eletrolíticas e metabólicas. O protocolo anestésico utilizado nos porcos doadores de enxerto ("triple drip") e nos receptores (isofluorano) foi adequado para a realização do procedimento. (AU)