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Distribuição de células inflamatórias e de células produtoras de citocinas no miocárdio de Calomys callosus infectados pelo Trypanosoma cruzi nas fases aguda, crônica e após imunossupressão química

Processo: 11/10147-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia
Pesquisador responsável:Noemi Nosomi Taniwaki
Beneficiário:Noemi Nosomi Taniwaki
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/03285-3 - Distribuição de células inflamatórias e de células produtoras de citocinas no miocárdio de Calomys callosus infectados pelo Trypanosoma Cruzi nas fases aguda, crônica e após imunossupressão química, BP.TT
Assunto(s):Doença de Chagas  Trypanosoma cruzi  Miocardite  Citocinas  Imunofluorescência  Imuno-histoquímica 

Resumo

Desde os trabalhos iniciais de Carlos Chagas (1909), pesquisas incessantes têm sido realizadas em diferentes vertebrados, a fim de entender o processo evolutivo da infecção pelo Trypanosoma cruzi e os mecanismos que desencadeiam a patogênese da doença de Chagas, no entanto, há vários aspectos obscuros que ainda precisam ser esclarecidos. O desenvolvimento de uma miocardite crônica, ativa e fibrosante após uma prolongada infecção assintomática é um dos tópicos bastante controversos e ainda não esclarecidos na patogênese da doença de Chagas crônica. Estudos sugerem a hipótese autoimune para a doença crônica, onde os sintomas dos indivíduos infectados são uma consequência da resposta imune contra os próprios antígenos. No entanto, esta hipótese não é suficiente para explicar a natureza multifocal da miocardite e a localização preferencial da fibrose em certas regiões do coração. Além disso, resultados positivos de xenodiagnóstico ou episódios de reagudização em pacientes imunocomprometidos sugerem que, mesmo sob ativo controle do sistema imunológico do hospedeiro, os parasitas podem estar presentes durante a fase crônica da doença. Recentes estudos têm descrito uma correlação positiva entre a persistência do parasita no miocárdio e alto grau de miocardite. Estes estudos reforçam a noção que uma combinação da resposta imune e persistência do parasita determinam o desenvolvimento da patologia da doença de Chagas. Contudo, os mecanismos que desencadeiam os sintomas observados durante a fase crônica ainda são desconhecidos. Um interessante modelo experimental no estudo do desenvolvimento da doença de Chagas é o roedor silvestre Calomys callosus. Este animal é bastante resistente à infecção com diferentes cepas do T. cruzi e capaz de controlar a infecção, mesmo quando infectado com cepas altamente virulentas. Relatos mostram que Calomys infectado pelo T. cruzi consegue reverter espontaneamente as lesões inflamatórias e reabsorver a fibrose, sem interferência de tratamento específico, independente do tipo de colágeno envolvido no processo. Estes animais, quando imunossuprimidos são capazes de sobreviver à reagudização da infecção, com alta parasitemia e miocardite sem sofrer danos. Muitos trabalhos têm identificado células do infiltrado inflamatório na infecção pelo T. cruzi nas fases aguda e crônica, mas seus resultados são conflitantes devido a diferentes modelos experimentais e diferentes cepas de parasitas. Presença de células inflamatórias associadas com a produção concomitante de citocinas estão envolvidas na resposta à infecção pelo T. cruzi. Geralmente, a ausência de alguns dos componentes da resposta imune pode acarretar a uma maior susceptibilidade à infecção, resultando em alta parasitemia e mortalidade. É difícil determinar o papel do sistema imune no desenvolvimento da doença de Chagas, devido a poucas informações acerca das características imunológicas no sítio da doença na infecção crônica. Um estudo no local da resposta imune nas lesões chagásicas cardíacas pode prover entendimento sobre a patogênese da doença de Chagas e a regulação da resistência do hospedeiro à infecção. Neste trabalho, propomos desenvolver um modelo experimental da doença de Chagas em Calomys callosus e, acompanhar o desenvolvimento da doença em diferentes fases de evolução. Calomys callosus serão infectados pelo Trypanosoma cruzi das cepas G (T. cruzi I), Y (T. cruzi II) e CL (T. cruzi VI) e, através da técnica de dupla marcação por imunofluorescência, pretendemos investigar a distribuição de células inflamatórias (CD4+, CD8+, Mac, CD20, Neutrófilos, células NK) e sua co-localização com as células produtoras de citocinas, como IFN-³, TNF-±, TGF-², no miocárdio destes animais nas fases aguda, crônica e em animais cronicamente infectados e imunossuprimidos. (AU)