| Processo: | 12/00079-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Rui Monteiro de Barros Maciel |
| Beneficiário: | Rui Monteiro de Barros Maciel |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Endocrinologia Hipotireoidismo congênito Disgenesia da tireoide Mutação Fatores de transcrição |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Disgenesias Tiroidianas | Hipotiroidismo congênito | Mutações | Medicina Translacional e Endocrinologia |
Resumo
O hipotiroidismo congênito (HC) é a uma das doenças mais comuns do sistema endócrino entre os recém-nascidos. Sua incidência mundial é de 1 em cada 3000 a 4000 nascimentos [1]. O HC é causado, principalmente, por malformações embriológicas da glândula tiroide, coletivamente conhecidas como disgenesias tiroidianas (DTs). Acredita-se que as DTs são originadas a partir de alterações de especificação, proliferação e sobrevivência das células tiroidianas precursoras e da capacidade de migração em um padrão espaço-temporal distinto. Sabe-se que a embriogênese tiroidiana é controlada por diversos fatores de transcrição, entre os quais Nkx2-1 (ou TTF-1), Foxe1 (ou TTF-2), Pax8 e Hhex. Em projeto anterior estudamos a possibilidade de que mutações nesses genes relacionados à embriogênese (Nkx2-1, Pax8, Foxe1, NKx2-5, além do receptor do TSH, TSHr), pudessem causar HC numa coorte de crianças provenientes do Programa de Rastreamento do Hipotiroidismo Congênito do Estado do Paraná, portadoras de hipoplasia e hemiagenesia (FAPESP 2006/54950-6). Demonstramos que a prevalência de HC é de 1:4795 e que a ectopia tiroidiana é a causa mais freqüente (37%) de HC permanente, seguida de disormonogênese (28%), agenesia (24%), hipoplasia (10%) e hemiagenesia (1%). Na análise molecular identificamos mutações já descritas nos genes PAX8 e TSH-r, assim como novas mutações no gene NKX2.5 [57].Desde este estudo, descreveram-se novos genes relacionados ao desenvolvimento da tiroide, parte desses já estudado em modelos animais, e relacionados a possível patogênese das DTs, como HAND2, ISL1, TBX1, HOXA3, HOXB3, HOXD3, EYA1 e HHEX. Assim, o objetivo deste projeto é ampliar o painel de genes candidatos responsáveis pelas DTs na mesma coorte de crianças, acrescidas de novos casos provenientes dos Ambulatórios de Tiroide (Endocrinologia de Adultos e Pediatria) da EPM/UNIFESP, portadoras de hipoplasia e hemiagenesia. Para tanto, realizaremos o rastreamento de mutações e o estudo funcional das mesmas (quando mutações estiverem presentes) nesses genes, inicialmente como continuidade ao estudo funcional das mutações já encontradas no fator de transcrição NKX2.5. Numa segunda etapa investiremos no seqüenciamento do exoma completo em busca de novas mutações em outros genes não inicialmente apontados em modelos animais. (AU)
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