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Tratamento broncoscópico do enfisema pulmonar avançado com válvulas unidirecionais: avaliação de parâmetros de resposta clínica e funcional

Resumo

O enfisema pulmonar avançado caracteriza-se por hiperinsuflação que limita a excursão diafragmática e o fluxo expiratório causando dispnéia, limitação da capacidade de exercício e comprometimento da qualidade de vida. A estratégia terapêutica atual inclui medidas clínicas e programas de reabilitação pulmonar. O tratamento cirúrgico limita-se à bulectomia, cirurgia redutora de volume pulmonar (CRVP) e ao transplante pulmonar com indicações restritas e morbi-mortalidade elevada. As válvulas unidirecionais de instalação broncoscópica estão dentre as alternativas não cirúrgicas para a redução volumétrica pulmonar em casos selecionados. Uma vez instaladas em portadores de enfisema heterogêneo, coaptam-se aos brônquios segmentares promovendo desinsuflação e redução volumétrica. Os estudos realizados até o momento concluíram que o procedimento é seguro e eficaz, porém os critérios de elegibilidade dos pacientes e de avaliação dos resultados requerem refinamentos. Existem na atualidade novos métodos para quantificação do enfisema e da hiperinsuflação pulmonar, de mensuração da desinsuflação e de resposta clínica/funcional pós-procedimento. A volumetria estática por imagem, a dinâmica por tomografia de impedância elétrica e a avaliação/quantificação da mobilidade diafragmática e a avaliação de insuflação e coordenação respiratória tóraco-abdominal por optopletismografia eletrônica estão dentre os métodos mais recentes que ainda não foram incluídos na avaliação sistemática destes pacientes. Este estudo clínico objetiva avaliar os parâmetros fisiológicos e de resposta clínica antes e após a aplicação de válvulas unidirecionais em portadores de enfisema heterogêneo severo e muito severo. Os desfechos estudados após a instalação das válvulas serão: a redistribuição da ventilação quantificável à tomografia de impedância elétrica; a redução volumétrica pulmonar mensurável à volumetria estática; o aumento da mobilidade diafragmática; modificações mensuráveis na hiperinsuflação pela pletismografia optoeletrônica; aumento do VEF1; aumento da capacidade inspiratória, modificações na qualidade de vida e no escore de dispnéia. Dez pacientes portadores de enfisema pulmonar heterogêneo que preencham os critérios de inclusão para o estudo, serão submetidos a uma avaliação composta de: tomografia de tórax de alta resolução com volumetria; pletismografia de corpo inteiro; teste de caminhada de 6 minutos; avaliação ultrassonográfica da mobilidade diafragmática; tomografia computadorizada de alta resolução com volumetria estática; tomografia de impedância elétrica (volumetria dinâmica); pletismografia optoeletrônica; questionários de qualidade de vida e de dispnéia. Ao término desta avaliação e confirmação de sua elegibilidade, serão submetidos a um programa de reabilitação pulmonar, após o qual serão submetidos a uma broncoscopia flexível sob sedação quando serão instaladas de 1 a 3 válvulas unidirecionais preferencialmente nos lobos superiores. Após o procedimento os pacientes serão acompanhados por 6 meses, sendo reavaliados a intervalos regulares pelos mesmos métodos acima. Os resultados obtidos nos parâmetros de avaliação após o procedimento serão comparados com os pré-tratamento, permitindo assim uma avaliação precisa dos parâmetros de resposta clínica, funcionais, subjetivos e de imagem. (AU)