| Processo: | 13/15522-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Manoel Jacobsen Teixeira |
| Beneficiário: | Manoel Jacobsen Teixeira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Christiane Pellegrino Rosa |
| Assunto(s): | Dor crônica Analgesia Morfina Espaço subaracnóideo Interleucinas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Analgesia | dor crônica neuropática | espaco subaracnoideo | interleucinas | Morfina | neurologia |
Resumo
Justificativa: A via espinal é considerada uma opção de tratamento adicional na dor neuropática refratária, para pacientes que não obtiveram alívio da dor adequado com outros tratamentos, bem como aqueles com a analgesia suficiente, mas doses elevadas de opioides, tanto por via oral ou parenteral, e que apresentam efeitos colaterais inaceitáveis. Evidências crescentes sugerem que dor neuropática, utilização crônica de opioides, condições que freqüentemente coexistem, levam à ativação das células da micróglia, resultando no aumento da síntese e liberação de citocinas pró- inflamatórias, e consequente aumento da excitabilidade dos neurônios do corno posterior e sensibilização central. O estudo considera que a dor neuropática e a utilização de morfina intratecal por tempo prolongado em doentes com dor neuropática crônica pode alterar a resposta imunológica e se correlacionar com sinais clínicos de agravamento da dor, hiperalgesia e tolerância. O controle da dor ineficaz em doentes portadores de dor neuropática crônica a despeito do tratamento com opioides, pode se correlacionar diretamente às modificações nas respostas inflamatórias oriundas da utilização prolongada de opioide via intratecal. Embora existam evidências na literatura acerca dos efeitos imunomodulatórios dos opioides, poucos estudos analisaram a interação entre marcadores inflamatórios e dor neuropática in vivo em pacientes com dor crônica neuropática não decorrente do câncer em utilização de morfina via intratecal por tempo prolongado. Objetivos: Analisar a correlação entre dor neuropática crônica e marcadores inflamatórios em pacientes recebendo utilização prolongada de morfina por via intratecal e pacientes com dor neuropática e que não estão utilizando opioides. Analisar as possíveis relações entre os desenvolvimentos da hiperalgesia e /ou de tolerância e de marcadores inflamatórios em doentes com dor neuropática crônica em utilização prolongada de morfina por via intratecal. Metodologia: Serão avaliados 60 doentes, divididos em um grupo com dor crônica neuropática não relacionada ao câncer em utilização prolongada de morfina intratecal (n=20); um grupo com dor crônica neuropática não relacionada ao câncer que não utilizam opioides por nenhuma via de administração (n=20) e um grupo controle composto por indivíduos saudáveis (n=20).Serão utilizados na avaliação da amostra: Protocolo padronizado para as avaliações clinica, neurológica e de dor crônica do CDHCFMUSP; Escala visual analógica das medidas de dor (EVA), Questionário da Dor McGill (MPQ), Questionário DN4, dosagem sanguínea das citocinas IL1-², IL6 , IFN-³, IL -17, IL-10, TNF-±, quimiocina (MCP-1), contagem de leucócitos e linfócitos, dosagem de CD4 e de células NK. Resultados esperados: A identificação de marcadores inflamatórios alterados em estados de dor crônica neuropática e em indivíduos que utilizam cronicamente opioides pode ser de grande contribuição para novos alvos terapêuticos, auxiliando o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes nesta condição. (AU)
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