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Mente como cérebro e cérebro como mente: a dupla face da relação mente-cérebro

Processo: 14/20412-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2014 - 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Metafísica
Pesquisador responsável:Jonas Gonçalves Coelho
Beneficiário:Jonas Gonçalves Coelho
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Cérebro  Mente  Consciência (filosofia) 

Resumo

Proponho uma abordagem fisicalista não-reducionista da relação mente-cérebro segundo a qual a mente é uma propriedade emergente do cérebro por meio da qual este age sobre si mesmo e interage com o corpo e o ambiente físico e sociocultural. Segundo a concepção proposta, para a compreensão da grande maioria dos fenômenos humanos é imprescindível que se considere as duas faces indissociáveis da relação mente-cérebro, ou seja, de um lado a mente como cérebro e de outro o cérebro como mente. Procurarei mostrar que o desenvolvimento científico contemporâneo permite afirmar que sem a propriedade mente, em seus aspectos cognitivo e afetivo, o cérebro não teria construído tudo o que se costuma relacionar ao que é comumente chamado de mundo sociocultural, como é o caso, das artes, das ciências, da religião, da vida social, etc. Por outro lado, tudo o que o cérebro realiza resulta do que ele é estruturalmente e funcionalmente, e o que ele é estruturalmente e funcionalmente a cada momento de sua história ontogenética depende dos estímulos físicos e socioculturais que ele recebe, e parte importante desses estímulos é captada por meio de sua propriedade mente. Para desenvolver essa "abordagem de dupla-face" da relação mente-cérebro proponho explicitar e fundamentar três de seus pontos essenciais. São eles: 1) A natureza da mente. Argumentarei a favor da tese de que a mente é irredutível ao cérebro e que a consciência é a propriedade essencial da mente. 2) A mente como cérebro. Utilizarei ferramentas teóricas e experimentais da neurociência contemporânea para fundamentar a tese de que a mente resulta, e, portanto, deve ser compreendida a partir da atividade cerebral, a qual por sua vez, é indissociável do corpo e do ambiente físico e sociocultural. 3) O cérebro como mente. Recorrerei à biologia evolutiva e à neurociência contemporânea para fundamentar a tese de que a mente é imprescindível para a organização estrutural e funcional do cérebro, o que remeterá ao papel adaptativo da consciência, e à função que esta desempenha na interação do cérebro com o corpo e com o ambiente físico e sociocultural. (AU)