| Processo: | 15/17930-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas |
| Pesquisador responsável: | Marco Bettine |
| Beneficiário: | Marco Bettine |
| Instituição Sede: | Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Sociologia do esporte Eventos esportivos Copa do mundo Jogos olímpicos Brasil Relações internacionais Soft power |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Brasil | copa do mundo | Jogos Olímpicos | Jornais estrangeiros | Megaeventos esportivos | Soft Power | Sociologia do ESporte |
Resumo
Ao longo dos últimos anos, o interesse acadêmico pelo esporte ampliou-se em todas as áreas de investigação científica. Desde meados da década de 1990, surgiram inúmeras publicações brasileiras que têm como tema e objeto o universo futebolístico e a temática esportiva. Livros, teses, dissertações e artigos sobre o assunto vêm ganhando espaço dentro da produção acadêmica e editorial. Na International Review for the Sociology of Sport no seu 50° Aniversário, Marchi Jr. aponta a evolução da sociologia do esporte no contexto latino-americano e a necessidade de aprofundar em análises empíricas para apresentar o contexto brasileiro no exterior. O produto deste projeto é manter o diálogo em publicações nacionais e internacionais. Como análise empírica buscaremos analisar os dois megaeventos principais da história recente do Brasil. No momento em que o Brasil sediou a Copa do Mundo e se prepara para sediar os Jogos Olímpicos no próximo ano, propomos uma análise dos dois megaeventos, tendo como categoria de análise o Soft Power. Joseph S. Nye Jr, em 1990 no seu livro "Bound to Lead: The Changing Nature of American Power", e depois em uma série de artigos e outras publicações reinterpretaria a noção de poder na política internacional, dividindo-o em duas grandes categorias, Hard e Soft, termos que em pouquíssimo tempo se consagrariam, tanto na academia quanto na própria política, sendo inclusive tema de discursos dos mais variados líderes internacionais. A noção de Hard Power pode ser definida de uma maneira direta, sendo a capacidade de coerção de uma nação sobre as outras. Soft Power é definido como, a forma de um país obter resultados na política internacional, porque os outros países admiram seus valores e aspiram o seu nível de prosperidade e acabam por segui-lo. Para o autor, o poder nas relações internacionais é a capacidade de um país conseguir os resultados na política internacional e isso pode ser feito por meio da coerção (Hard Power) ou da cooptação (Soft Power). Nye irá dividir as fontes de Soft Power em três elementos principais: (1) a cultura, (2) os valores políticos e (3) a política internacional. Cultura engloba os aspectos da sociedade, e seus valores, na medida em que eles são atrativos para os outros, como os países que buscam reproduzir o modo de vida e as tradições das nações mais bem vistas. Os valores políticos podem ser definidos na forma como as instituições e os valores de um país são compreendidos no exterior. Política internacional é o conjunto de condições que faz com que um país tenha uma legitimidade maior que outros na hora do debate internacional, podendo, com a sua opinião sobre determinado assunto, ser referência para os demais. O Soft Power é constituído por todos aqueles elementos que não estão relacionados com o poder econômico e militar. Encontra-se a dificuldade de medir sua influência de forma objetiva e criar categorias que possam isolar seus elementos, já que é constituído por fatores em grande parte imateriais, que não podem ser medidos e pesados da mesma forma que o tamanho de um exército ou a capacidade de produção de bombas. Neste projeto analisaremos a influência dos Megaeventos Esportivos como forma de desenvolver o Soft Power do país sede, utilizaremos como estudo de caso o Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. (AU)
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