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Variantes Genéticas e Variabilidade da Frequência Cardíaca em Pacientes com Antecedente de Síndrome Coronariana Aguda

Resumo

Introdução - As doenças cardiovasculares (DCVs) compreendem a principal causa de morbimortalidade em todo o mundo, destacando-se a doença arterial coronária (DAC), que se caracteriza pela presença de placas ateroscleróticas ou ateromas nos vasos da circulação arterial do coração. Fatores de risco incluindo diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, além de alterações genéticas e bioquímicas podem influenciar na aterogênese e instabilização de placas ateroscleróticas, ocasionando a síndrome coronariana aguda (SCA). Estudos epidemiológicos e familiares têm mostrado que a predisposição genética contribui com 40% a 60% de risco para DAC. Nesse caso, destacam-se os estudos de associação do genoma completo (GWAS-genome-wide association study), como um método para avaliar, simultaneamente, inúmeros polimorfismos de nucleotídeo único (SNP), na detecção de fatores de risco herdáveis. Nesse contexto, a compreensão dos respectivos fatores genéticos poderá contribuir na prevenção e tratamento de SCA. Objetivos - Caracterizar o perfil genético e relacionar com perfil bioquímico e antropométrico, além de variabilidade da frequência cardíaca (VFC), e qualidade e hábitos de vida em pacientes com dislipidemia com ou sem SCA. Casuística e Métodos - Serão estudados 30 pacientes (LDLc e70 mg/dL), clinicamente já estáveis e com doença arterial coronária aterosclerótica, em tratamento com estatinas potentes em máximas doses toleradas por pelo menos 30 dias consecutivos, independente do sexo, com idade > 45 anos, sendo 40 com histórico de SCA precoce há pelo menos 12 meses do evento e 40 com dislipidemia em prevenção primária para desfechos cardiovasculares. Todos serão submetidos à coleta de amostra de sangue periférico para análise do DNA microarray (até 5 milhões de SNPs), realizada em equipamento de alta performance (iSCAN - BeadChip em larga escala), além de avalição antropométrica (índice de massa corporal e circunferência abdominal) e variabilidade de frequência cardíaca. Nesse caso, será utilizado um cardiofrequencímetro para registro das oscilações dos intervalos entre batimentos cardíacos consecutivos (intervalos R-R). O perfil bioquímico (colesterol total e frações, triglicérides, glicemia e hemoglobina glicada) será obtido de prontuários médicos eletrônicos. A análise estatística será realizada utilizando teste t, modelo de regressão linear e correlação de Pearson. Será admitido nível de significância para valor P<0,05. As análises do genoma completo serão realizadas por ferramentas de bioinformática com softwares específicos. (AU)