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Processo para o desenvolvimento de um kit diagnóstico para a detecção de vírus Zika

Processo: 16/00786-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Paola Jocelan Scarin Provazzi
Beneficiário:Paola Jocelan Scarin Provazzi
Empresa:Provazzi - Consultoria e Desenvolvimento de Projetos Técnico-Científicos Ltda
Município: São José do Rio Preto
Pesq. associados:Bruno Moreira Carneiro ; Caroline Measso Do Bonfim ; Cintia Bittar Oliva
Bolsa(s) vinculada(s):16/13598-0 - Processo para o desenvolvimento de um kit diagnóstico para a detecção do vírus Zika, BP.PIPE
Assunto(s):Biotecnologia  Virologia  Técnicas e procedimentos de laboratório  Kit de reagentes para diagnóstico  Vírus Zika  Microcefalia 

Resumo

O vírus ZIKA (ZIKV) é um arbovírus pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus assim como os vírus da Dengue (DENV), Febre Amarela (YFV), Encefalite de Saint Louis (SLEV), Nilo Ocidental (WNV) e Encefalite Japonesa (JEV). Em humanos foi isolado pela primeira vez em 1952, em Uganda e na Tanzania. Em 2007 foi o causador de uma epidemia na Micronésia, no Pacífico Sul, no Gabão, na África Central e em 2013, na Polinésia Francesa. No Brasil, a infecção pelo ZIKA foi primeiramente reportada em 2015 no Nordeste do país. Recentemente, um aumento inesperado no diagnóstico de microcefalia fetal e pediátrica foi relatado pela imprensa brasileira. Até o momento, os casos foram diagnosticados em nove estados brasileiros, mesma região na qual o vírus foi primeiramente identificado no Brasil. Até novembro de 2015, 646 casos haviam sido relatados somente no estado de Pernambuco e apesar de uma associação direta não ter sido encontrada até então, o Ministério da Saúde confirmou haver uma relação entre a febre ZIKA e casos de microcefalia. Atualmente, a confirmação da infecção pelo vírus ZIKA é baseada principalmente na detecção do RNA viral no soro sanguíneo do paciente por meio da metodologia de PCR (RT-PCR). No entanto, a PCR possui como desvantagens o alto custo e alto risco de contaminação, principalmente quando se avalia muitas amostras como, por exemplo, na investigação de surtos. Embora os anticorpos contra o ZIKV do tipo IgM possam ser detectados por Elisa, poucos laboratórios obtêm sucesso na sua realização, pois o diagnóstico laboratorial é um desafio devido à sua baixa viremia e reatividade cruzada dos anticorpos ZIKV com outros flavivírus (incluindo DENV), e requerem confirmação por ensaios de neutralização e, portanto, tornam difícil uma rápida confirmação por testes sorológicos. Considerando o exposto acima justifica-se a urgência no desenvolvimento de um kit diagnóstico simples, rápido e altamente específico baseado em biotecnologia, reduzindo as possibilidades de reação cruzada com outros vírus ou contaminação amostral que são os maiores problemas encontrados nas técnicas de detecção disponíveis no mercado atualmente. O objetivo dessa proposta é o desenvolvimento de um sistema de diagnóstico que facilite e agilize a detecção de vírus ZIKA, permitindo uma maior rapidez e confiabilidade nos resultados. Assim, uma região específica do genoma viral será selecionada e oligonucleotídeos específicos serão sintetizados para a detecção das sequencias alvo. Serão construídas ainda sondas do tipo molecular beacons com as sequencias nucleotídicas complementares ao ácido nucleico alvo, contendo um fluoróforo que produza um sinal facilmente detectável ao sofrer hibridização e uma sonda do tipo bead magnética que possa detectar os híbridos molecular beacons/RNA alvo, o que aumentará a especificidade do sistema e a pureza da reação. Com isso, almejamos obter um kit para o diagnóstico molecular, sem amplificação do material genético viral, específico, seguro, rápido e de baixo custo capaz de identificar a infecção pelo ZIKV em larga escala e diferenciá-la das infecções causadas pelos demais arbovírus, o que possibilitará futuramente contato com outros laboratórios visando estabelecer uma possível negociação futura e comercialização dessa nova ferramenta promissora de detecção viral. (AU)