| Processo: | 16/05370-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello |
| Beneficiário: | Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Camila Malta Romano ; Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho |
| Assunto(s): | Flavivirus Transmissão vertical de doença infecciosa Aedes albopictus Vírus Zika Dengue Virologia Aedes aegypti |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aedes aegypti | Aedes albopictus | Dengue | flavivírus | Transmissão vertical | Zika | Virologia |
Resumo
Aedes aegypti e Aedes albopictus são vetores importantes na transmissão de várias arboviroses. Entre os vírus transmitidos por artrópodes com importância médica destacam-se os do gênero Flavivírus (família Flaviviridae) como vírus Dengue (DENV), vírus Zika (ZIKV), vírus da Febre Amarela (YF) e Vírus da encefalite Saint Louis (SLEV), os quais possuem grande relevância em saúde pública na atualidade. O Brasil desde a década de 80 tem sido acometido por várias epidemias de Dengue (1-4) e desde maio 2015 o Ministério da Saúde reportou casos autóctones de ZIKV aumentando o impacto dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti no sistema de saúde do Brasil.Seu principal vetor é o Aedes aegypti, o qual também é vetor da febre amarela, e como vetor secundário é incriminado o Aedes albopictus. Uma vez infectado, o mosquito permanece com o vírus por toda sua vida, transmitindo a doença através da picada. Outra forma do Aedes aegypti adquirir o vírus é através da transmissão vertical, também chamada de transmissão transovariana, ou seja, quando a fêmea, infectada pelo DENV transfere o vírus à prole ao realizar a postura, e as mesmas já nascem infectadas. A transmissão transovariana em A. aegypti, pode desempenhar um papel significativo na manutenção do vírus da dengue na natureza, permitindo que o vírus sobreviva à seca ou estações frias, ou mesmo ausência temporária de hospedeiros, enquanto é transmitido verticalmente por várias gerações do mosquito. Existem relatos sobre a transmissão vertical do DENV em populações de A. aegypti e A. albopictus dentro e fora do Brasil. A transmissão vertical pode ser identificada na fase larval do mosquito, ou mesmo ainda no ovo. A presença de vírus em ovo, larva ou mosquito coletado em campo pode ser detectada de seis a oito semanas antes do início de um possível ciclo epidemico. Sabendo da existência do vírus nestas formas de vida, podem-se aprimorar as formas de vigilância. Com isso, o objetivo deste trabalho é detectar a presença de Flavivírus de importância médica em larvas de A. aegypti e A. albopictus através de análise molecular. Para tal serão realizados PCR's em tempo real de pool's de larvas no 4º estágio, após eclosão em insetário. Uma vez detectada a presença do vírus nas larvas provenientes dos ovos coletados, ou seja, antes de sua capacidade de transmissão, espera-se aprimorar as estratégias de vigilância e controle. (AU)
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