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Desenvolvimento de um sistema genérico de simulação para operações portuárias

Processo: 16/08462-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de março de 2017 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Produção - Pesquisa Operacional
Pesquisador responsável:Afonso Celso Medina
Beneficiário:Afonso Celso Medina
Empresa:Simulate Tecnologia de Simulação Ltda. - EPP
Município: São Caetano do Sul
Pesquisadores principais:Leonardo Chwif
Pesq. associados: Marco Aurélio de Mesquita ; Paulo Eigi Miyagi
Bolsa(s) vinculada(s):17/03481-0 - Desenvolvimento de um sistema genérico de simulação para operações portuárias, BP.TT
17/03473-8 - Desenvolvimento de um sistema genérico de simulação para operações portuárias, BP.PIPE
Assunto(s):Engenharia costeira  Portos marítimos  Tomada de decisão  Simulação de sistemas  Processos de software  Web sites 

Resumo

O setor portuário é, atualmente, um dos maiores usuários de modelos de simulação de eventos discretos para tomada de decisões estratégicas, táticas ou operacionais. Contudo, dada a complexidade das operações portuárias, tais modelos de simulação demandam tempo e muitos recursos para o seu desenvolvimento. Ademais, o usual é desenvolver um modelo específico para cada porto, inviabilizando o reaproveitamento de um modelo em outros projetos similares. O impacto, neste caso, não se limita à recodificação do modelo, mas deve-se refazer todo o ciclo de desenvolvimento do projeto, pois o próprio modelo conceitual não pode ser reaproveitado. Muitas vezes, uma simples mudança nas políticas operacionais do porto leva à necessidade de uma revisão completa do modelo. O objetivo deste projeto é desenvolver um modelo genérico de simulação portuária, executado na nuvem e que permita aos operadores portuários de qualquer ponto do planeta conectado à internet executar suas simulações em um sistema do tipo pay per use ou por pagamento mensal. Apesar do conceito de modelo genérico de simulação ser bem-conceituado na literatura acadêmica, a sua utilização em projetos é pouco conhecida na prática, basicamente por duas razões: a dificuldade técnica de se construir algo que funcione para qualquer sistema (ou grande parte deles) e os custos envolvidos no seu desenvolvimento, dado o porte do problema. Metodologicamente, a ideia é seguir os passos propostos por Chwif e Medina (2015) - concepção, implementação e experimentação, mas adaptados à ideia de generalidade. Neste caso, por exemplo, a fase de concepção deve catalogar as diversas operações portuárias simuláveis, a fase de implantação computacional deve prever a capacidade de ativação ou desativação de componentes conforme o perfil do porto em estudo e a fase de experimentação deve permitir a construção de relatórios customizados para cada porto. Como produto final desta proposta ter-se-ia uma página web em que cada usuário cadastrado poderia acessar um ambiente com ferramentas apropriadas (usualmente conhecidas como "wizards") que lhe permitiriam construir um modelo de simulação especifico com as características de seu porto, como em um processo de montagem de blocos, ligando ou desligando componentes que compõem, ou não, seu sistema real. Adicionalmente, a página manteria um banco de dados com modelos de simulação já configurados, cenários simulados, dados de entrada utilizados, relatórios gerados etc. Para o mercado brasileiro, espera-se, inicialmente, um forte impacto nos custos para os operadores portuários, pois a práxis nacional é o terminal depender de softwares de simulação caros, cujo custo de licenciamento podem ultrapassar R$ 150.000,00 por modelo em execução. Por outro lado, os projetos ganhariam em agilidade, pois se antes o desenvolvimento (concepção e implementação) do modelo envolvia prazos de 6 a 12 meses, agora este tempo poderia ser reduzido a dias. Por fim, a possibilidade de execução na nuvem, além dos ganhos de facilidade e conveniência das simulações, tem a vantagem de eliminar a necessidade de grandes investimentos diretos em hardware e software para o cliente final do produto, bem como os custos associados à manutenção do sistema, que agora seriam de responsabilidade do desenvolvedor. (AU)