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EMU concedido no processo 2015/13572-8: câmara de crescimento

Resumo

A citricultura contribui com o maior volume da produção brasileira de frutas, obtido com alta produtividade dos pomares, resultado da adoção de tecnologias como adensamento de plantio, adubação e irrigação. Porém, o aumento na incidência de problemas fitossanitários pressiona o aumento dos custos de produção, o que acarreta diminuição da sustentabilidade do setor. Apesar dos avanços no manejo de nutrientes, pouco foi abordado sobre a relação estado nutricional e severidade de doenças dos citros. Assim, faz-se necessário caracterizar processos e relações entre o estado nutricional e a predisposição de plantas cítricas a doenças de grande importância para a citricultura brasileira (cancro cítrico, huanglongbing, podridão floral, pinta preta e mancha marrom), e estabelecer estratégias racionais de manejo do pomar que minimizem os prejuízos causados por estas doenças à quantidade e qualidade da produção de citros do País. A proposta de pesquisa, apoiada por resultados de campo de longa duração e outros desenvolvidos pela equipe proponente, está organizada em estudos desenvolvidos em campo, para avaliação de respostas das plantas ao manejo nutricional diferencial com N, Ca e Mg, além de alguns micronutrientes, sobre estrutura e integridade de tecidos, respostas bioquímicas (metabolismo de carboidratos e estresse oxidativo) e fisiológicas, e partição de biomassa que possam resultar na maior tolerância e/ou resistência das plantas em diferentes porta-enxertos a estresses e reduzir a predisposição dessas ao progresso das doenças nos pomares. Esses estudos são apoiados por outros desenvolvidos em casa-de-vegetação e laboratório. A definição de melhores práticas de manejo das adubações para minimizar impactos dessas doenças poderá prolongar a vida útil dos pomares, e ainda contribuir com a redução do uso de defensivos agrícolas e seu impacto ambiental. (AU)