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Desenvolvimento de eletroestimuladores mais assertivos e acessíveis para a cirurgia de correção das anomalias anorretais

Resumo

De acordo com dados fornecidos pela UNICEF e pela ONG PullThrough, nascem, por dia, uma média de 100 crianças com anomalias anorretais, uma má formação do sistema digestório. Grande parte delas nascem com o ânus imperfurado - condição na qual o ânus inexiste, deslocando o reto para outros canais ou impedindo seu esvaziamento. Quando não tratadas, vão a falecimento por acúmulo de fezes em seu intestino ou por infecções em outras estruturas do corpo. O único tratamento disponível, a cirurgia de correção anorretal - aprimorada pelo Dr. A. Peña em 1984 - exige um eletroestimulador específico para identificar o grupo muscular que compõe o esfíncter anal. A identificação imprecisa ou até mesmo a não identificação desse grupo muscular podem causar sérias complicações, sendo uma delas a incontinência fecal pelo resto da vida do paciente. Atualmente, apenas uma empresa no mundo fabrica este eletroestimulador, que, além de não ter o produto significativamente atualizado desde sua criação, oferece um preço inviável à maioria dos mercados, resultando na carência do aparelho por parte de cirurgiões e hospitais. Este projeto busca, como objetivo fundamental, solucionar a carência destes mercados, a partir do lançamento de um eletroestimulador financeiramente viável, acrescido de uma funcionalidade inovadora - microscopia de movimento - visando aumentar a precisão na identificação do esfíncter, reduzindo o número de complicações pós-operatórias. A tecnologia a ser desenvolvida neste projeto é inédita à medicina, e poderá ser internacionalmente patenteada. A prova de conceito - respectiva à fase 1 do PIPE - já foi realizada com sucesso pela BGE Médica, empresa proponente, sem nenhum financiamento da FAPESP. A equipe que se propõe a vencer esse desafio é composta por um especialista no tratamento de anomalias anorretais, engenheiros com experiência em eletroestimuladores e gestores empresariais competentes para empreender e inovar. A pesquisa será sediada na BGE Médica, empresa incubada pelo CIETEC, antiga fabricante do eletroestimulador, patenteado pela organização, mas forçada a descontinuá-lo devido ao fim de sua licença perante a AVISA. A metodologia proposta adota técnicas avançadas de inovação e design de produtos, com o objetivo de maximizar o encaixe produto-mercado, amparada pela contínua observação da interação entre cirurgiões e os protótipos no ato real da cirurgia. O antigo eletroestimulador, apesar de atender minimamente às necessidades médicas e sociais, foi descontinuado por motivos regulatórios. Através desta proposta, com uma equipe motivada a quebrar barreiras tecnológicas, a BGE está propondo um caminho para reabastecer o mercado com um produto inovador e competitivo internacionalmente. (AU)