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Ikaros e microRNAs na imunosenescência dos linfócitos B-1: uma possível relação com a leucemia linfocítica crônica.

Processo: 17/24451-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Ana Flavia Popi
Beneficiário:Ana Flavia Popi
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):MicroRNAs 

Resumo

Senescência é um processo biológico normal que ocorre em todos os organismos e leva ao declínio das funções celulares. Os efeitos do envelhecimento no sistema imune afetam a produção e função de linfócitos T e B. Além das implicações da imunosenescência no aumento da suscetibilidade a doenças infecciosas, muitos estudos mostram que ela também está envolvida na predisposição a doenças hiperproliferativas, como autoimunidade e leucemias. Sabe-se que a Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é mais prevalente em pessoas acima dos 50 anos. Esta desordem é resultado da proliferação desregulada de células B-1. Tanto na LLC humana como no modelo murino da doença, níveis baixos da expressão de miR-15a/16 tem importante papel na patogênese. Nós demonstramos recentemente que o silenciamento de Ikaros, importante complexo remodelador de cromatina, modifica a ativação e proliferação de células B-1. Também foi demonstrado que células de pacientes com LLC apresentam distúrbio na expressão de Ikaros que provavelmente induz uma expansão anormal das células B-1. A presente proposta visa analisar o possível papel de Ikaros em regular a expressão dos microRNAs, principalmente miR-15a/16. Nossa hipótese é que a desregulação do complexo de Ikaros poderia aumentar a atividade de HDACs, levando a redução dos níveis de miR-15a/16 e consequentemente desregulando a proliferação e apoptose das células B-1. Também será analisado o perfil da expressão dos miRs por células B-1 e seus precursores ao longo do envelhecimento, com o objetivo de identificar possíveis alterações que possam relacionar a imunosenescência a maior vulnerabilidade de ocorrência de doenças hiperproliferativas. (AU)