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Coordenar ou gerenciar equipes? O processo grupal como possibilidade para o trabalho coletivo nas equipes de saúde da família

Processo: 10/03718-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Sueli Terezinha Ferrero Martin
Beneficiário:Rosimeire Aparecida Manoel
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Processos interpessoais e de grupo   Trabalho em grupo   Coordenação (função administrativa)   Saúde da família   Planos e programas de saúde

Resumo

A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem-se consolidado como o principal modelo assistencial na Atenção Básica. Seu processo de trabalho prevê a atuação coletiva/interdisciplinar de equipes multiprofissionais, a qual implica no compartilhar do planejamento, na divisão de tarefas, na cooperação e na colaboração entre os membros. Dessa forma, a importância do papel do coordenador da equipe, como mediador das relações de trabalho, em compreender que o grupo/equipe não consiste apenas na reunião de pessoas que compartilham normas e objetivos. A compreensão da equipe enquanto processo grupal envolve a relação de interdependência entre atividade e consciência como categorias essenciais. Assim, a pesquisa teve por objetivo descrever e analisar o processo da coordenação de equipes na Saúde da Família, sob a perspectiva dos profissionais que desempenham essa atividade, tanto no nível local (Unidade Básica com Saúde da Família - UBSF), quanto no nível central (Secretaria Municipal de Saúde - SMS), tendo em vista identificar os impactos de suas ações para constituição de um trabalho em equipe dentro de uma perspectiva de trabalho coletivo. O referencial teórico utilizado foi a abordagem Sócio-Histórica, pautada no Materialismo Histórico e Dialético. A pesquisa foi realizada em um município de médio porte no interior do estado de São Paulo. Participaram da pesquisa catorze profissionais, dos quais onze são coordenadores das UBSF locais e três coordenadores da ESF no nível central. Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram: entrevistas semiestruturadas gravadas e observação participante das reuniões de equipe. A categoria profissional que desempenha o papel de coordenador da ESF no referido município, tanto no nível local quanto no central, é da área da Enfermagem. A maioria dos profissionais que atua nas UBSF entende que essa função faz parte das suas atribuições enquanto enfermeiros na ESF. No entanto, na maioria dos relatos, as atividades referidas como de coordenação restringem-se aos aspectos administrativos presentes na rotina das unidades e estão sob uma perspectiva de controle. Em contrapartida, os profissionais não tiveram nenhum trabalho de formação voltada para a atuação como coordenadores de equipes, tendo em vista o desenvolvimento dessas para um trabalho coletivo/interdisciplinar. A política da gestão municipal apresenta-se no discurso dos coordenadores centrais como voltada para a gestão participativa. Todavia, o foco das práticas de saúde prioriza o cumprimento de metas e o atendimento curativo/individual em detrimento da produção do cuidado integral, por isso a ênfase da gestão voltar-se para o controle. Assim, a perspectiva do trabalho dos coordenadores centrais, do mesmo modo que dos coordenadores locais, dirige-se para o controle do processo de trabalho. Deste modo, identificamos como isso é prejudicial para a construção do trabalho em equipe em uma perspectiva de trabalho coletivo e de como o processo grupal apresenta-se como um importante referencial teórico da Psicologia Social para a discussão dessa temática. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MANOEL, Rosimeire Aparecida. Coordenar ou gerenciar equipes? O processo grupal como possibilidade para o trabalho coletivo nas equipes de saúde da família. 2012. 235 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Medicina. Botucatu.

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