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Atividade das frações purificadas de Punica granatum L. sobre Candida spp. e proteínas SAP, e análise de sua expressão gênica, comparado com antifúngicos

Processo: 11/50626-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Jose Francisco Hofling
Beneficiário:Paula Cristina Anibal
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Candida   Plantas medicinais

Resumo

As leveduras do gênero Candida são comumente encontradas em objetos inanimados, alimentos, plantas e animais, sendo que muitas espécies de Candida normalmente são comensais no ser humano. Contudo, alterações fisiológicas no organismo do hospedeiro são suficientes para que espécies comensais passem para a forma patogênica, causando infecções, conhecidas como candidoses, e até mesmo a morte do hospedeiro. Essas leveduras possuem vários mecanismos de resistência relacionados com sua virulência, como capacidade de colonização, causando danos direta ou indiretamente, podendo despistar as defesas mecânicas do hospedeiro, e resistência aos antifúngicos. Além disso, liberam diversas enzimas hidrolíticas, dentre elas, as SAPs, que auxiliam a colonização e infecção de Candida spp. em diferentes tecidos e ambientes. Cepas emergentes resistentes aos antifúngicos têm dificultado o tratamento antimicrobiano. Por muito tempo, a casca, folhas, flores e frutos da Punica granatum L. (Punicaceae), popularmente conhecida como romã, tem sido usados para tratar doenças, com propriedade antioxidante, antiinflamatória, antitumoral e antimicrobiana. Dentre os constituintes presentes no fruto da Punica granatum L. estão os alcalóides, vários fenóis, ácido elágico, ácido gálíco e taninos, este último com reconhecida ação antimicrobiana. Deste modo, pesquisas que permitam avaliar interações entre antifúngicos e composto vegetal, atuando em conjunto sobre cepas de Candida spp., verificando também sua ação sobre proteínas hidrolíticas, como as SAPs, e a citotoxicidade do composto vegetal, permitem o desenvolvimento de novos fármacos, possibilitando também avaliar se há sinergismo entre esses antifúngicos e os compostos vegetais, assim como melhor compreender seu mecanismo de ação. (AU)