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Pesquisa de macrocalcitonina em pacientes com carcinoma medular de tireóide sem evidência de doença em exames de imagem e calcitonina sérica persistentemente elevada

Processo: 11/19478-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:João Roberto Maciel Martins
Beneficiário:Thalita Goulart Alves
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Calcitonina   Carcinoma medular   Endocrinologia   Neoplasias da glândula tireoide

Resumo

O carcinoma medular de Tiroide (CMT) é um tumor originário de células para-foliculares, denominadas células C, que secretam calcitonina. O CMT é responsável por cerca de 5% dos casos de câncer de Tiroide. A maioria dos casos é esporádica, mas aproximadamente 30% está associada a uma síndrome hereditária conhecida por neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2). MEN2 é uma síndrome autossômica dominante em que a manifestação predominante é o CMT. Mutações distintas do gene RET, que é um oncogene que codifica um receptor tirosina-quinase, causam ativação constitutiva de sinais de proliferação celular, resultando na formação dos tumores cujo marcador tumoral mais importante é a calcitonina. Sua medida é habitualmente utilizada no seguimento do paciente com CMT, e esse valor costuma orientar o clínico quanto a cura pós-tiroidectomia, recidiva local e metástase a distância. No entanto, numa parte dos pacientes com medidas persistentes de calcitonina sérica nem sempre se consegue identificar recidiva tumoral ou mesmo metástase. Esse impasse entre o valor de calcitonina e não-detecção do sítio metastático sugere possível interferência no ensaio imunofluorimétrico para calcitonina, a semelhança do que ocorre nos casos de macroprolactinemia e de macro TSH, ou seja, a medida sérica não reflete o estado da doença. Nesse sentido propomos a pesquisa de macrocalcitonina para esse grupo específico de pacientes, pois a medida de macrocalcitonina não é adotada na rotina, porém, o resultado negativo poderia refletir melhor as células produtoras de calcitonina durante a progressão tumoral e, assim, contribuir para melhorar a acurácia da calcitonina como marcador tumoral no CMT e nas síndromes de MEN2, uma vez que poderemos obter uma medida mais real e mais específica quanto a sua natureza tumoral e fisiológica.