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Rastreamento de variantes de significado desconhecido (VUS) no proto-oncogene RET em pacientes com neoplasia endócrina múltipla tipo 2 e indivíduos saudáveis da população brasileira

Processo: 13/00920-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Sergio Pereira de Almeida Toledo
Beneficiário:Roxanne Hatanaka
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia   Neoplasia endócrina múltipla tipo 2

Resumo

A Neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM2) é uma síndrome tumoral transmitida por herança autossômica dominante. As glândulas envolvidas são tireóide, paratireóides e adrenais, sendo suas principais manifestações clínicas o carcinoma medular de tireóide (CMT), feocromocitoma (FEO) e hiperparatiroidismo primário (HPT). A NEM2 é subdividida em NEM2A, NEM2B e CMT familiar e cada sub-forma apresenta um fenótipo característico. Esta síndrome genética é causada por mutações germinativas no proto-oncogene RET, as quais são responsáveis por >95% dos casos de NEM2. As mutações ativadoras do gene RET alteram a estrutura da proteína codificada, RET, ativando esse receptor constitutivamente e independentemente do ligante, levando uma célula normal ao desenvolvimento de neoplasia. Segundo os Consensos Internacionais de 2001 sobre NEMs e de 2009 sobre CMT, aos portadores de mutações germinativas no gene RET deve-se recomendar a tireoidectomia total preventiva em idades específicas e adequadas, na tentativa de se obter a cura bioquímica (calcitonina <2pg/ml) e clínica do CMT.Atualmente, com o uso de novas tecnologias, o número de variantes genéticas descritas no RET aumentou significativamente (n=48). Entretanto, a patogenicidade de várias dessas variantes ainda permanece desconhecida. Isso pode ter ocorrido por várias razões, sendo uma delas o fato de estas variantes terem sido encontradas em casos esporádicos de CMT (sem história familial), impossibilitando assim a análise de co-segregação e de correlação genótipo-fenótipo.A identificação de uma variante de patogenicidade conhecida (mutação causadora de doença) no gene RET leva à indicação de tireoidectomia total preventiva (PTTx) e profilática nos familiares jovens e assintomáticos do casos-índice que carreguem esta mutação, o que aumenta bastante a chance de prevenção e cura da doença. Ao contrario, a identificação de polimorfismos comuns no RET não leva à indicação de PTTx e os portadores destes polimorfismos devem ser excluídos do seguimento clínico. A presença de uma variante com significado desconhecido (VUS, variant of unknown significance) em um indivíduo gera uma situação mais complexa, pois esta informação não é suficiente para se decidir ou não pelo tratamento cirúrgico, mas também não exclui a necessidade do rastreamento clínico periódico. Portanto, pacientes portadores de VUS devem ser seguidos periodicamente por meio de exames de imagem e dosagens de calcitonina, o marcador tumoral do CMT, sem que se saiba realmente se apresentam ou não predisposição genética para CMT/NEM2. Além disto, quando detectados por esses testes periódicos o CMT pode frequentemente já se apresentar em seus estágios mais avançados (com metástases), impedindo a prevenção do CMT associado à NEM2.Por isso, propõe-se aqui estudar as frequências alélicas das 48 VUS já descritas nos éxons hotspots do RET em 1.000 indivíduos-controle saudáveis da população brasileira, e esses resultados serão comparados com os de 50 pacientes portadores de NEM2. A genotipagem das VUS será realizada por PCR em Tempo Real com sondas TaqMan® utilizando a plataforma OpenArray® Real-Time PCR. Também realizaremos um estudo in silico dessas variantes utilizando sete programas preditivos de computador a fim de verificar seu potencial patogênico. Espera-se com esse estudo contribuir com dados de valor para a literatura científica, visando aperfeiçoar o diagnóstico molecular de pacientes com NEM2 e de seus familiares portadores dessas VUS, e sobre as quais ainda permanecem dúvidas quanto a serem polimorfismos ou mutações.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
HATANAKA, Roxanne. Rastreamento de variantes de significado desconhecido (VUS) no gene RET em indivíduos-controle e em pacientes com carcinoma medular de tireoide. 2015. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina São Paulo.

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