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Beta-defensina humana e fator de crescimento de queratinócitos em cultura de queratinócitos e fibroblastos de pacientes com queimadura.

Processo: 11/24021-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alfredo Gragnani Filho
Beneficiário:Larissa Elias Lanziani
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Queimaduras   Queratinócitos   Fibroblastos   Cirurgia plástica

Resumo

INTRODUÇÃO: A alta incidência de infecções é uma grande preocupação na evolução clínica de pacientes queimados, estando diretamente relacionada às taxas de morbidade e mortalidade do grupo. Peptídeos antimicrobianos - componentes da resposta imune inata - protegem o organismo através da toxidade direta ao micróbio ou da ativação de células envolvidas na resposta inflamatória, sendo assim, aumentos na expressão de tais peptídeos pelas células epiteliais melhoram a resistência do hospedeiro contra infecções microbianas. Entre os diversos peptídeos antimicrobianos envolvidos na resposta inflamatória, destacamos aqui a família das defensinas; elas agem desestabilizando membranas ricas em lipídeos com curvatura negativa a partir da formação de poros que permitem o efluxo de íons e compostos essenciais à sobrevivência do patógeno. Muitos estudos a respeito das ações do KGF (fator de crescimento de queratinócitos) na pele apontam relações quantitativas entre os níveis de KGF e peptídeos efetores da resposta imune. Por exemplo, a suplementação de KGF em modelo experimental de queimadura em cultura de queratinócitos sobre matriz dérmica e a inoculação de Pseudomonas aeruginosa mostram que o KGF reduz sua proliferação. Podemos inferir que o KGF age de forma indireta, como modulador da resposta imune - já que a substância sozinha não tem qualquer efeito sobre os microorganismos. Sendo assim, a hipótese do presente estudo é que o KGF seja o gatilho necessário à síntese de alguns peptídeos antimicrobianos pelos queratinócitos, como a beta defensina humana. OBJETIVO: Avaliar o nível de KGF produzido pelos fibroblastos cultivados e a produção de defensina por queratinócitos cultivados em amostras de pele de pacientes que sofreram queimadura. MÉTODOS: Serão avaliados 10 pacientes, 5 no grupo experimento e 5 no grupo controle, internados na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) da Disciplina de Cirurgia Plástica (DCP) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). O grupo experimento conterá pacientes com queimaduras de 2º grau profundo ou 3º grau acometendo entre 25% e 50% da superfície corpórea queimada (SCQ), enquanto o controle será constituído por pacientes com SCQ menor que 5% de 2º grau profundo ou 3º grau, ambos os grupos com necessidade de realização de procedimento(s) operatório(s). Queratinócitos humanos normais derivados de fragmento de pele de pacientes vítimas de queimadura serão isolados e cultivados de acordo com o método padrão. O isolamento e a cultura de fibroblastos dérmicos humanos serão realizados a partir de fragmentos de pele normais que seriam descartados nos procedimentos operatórios realizados na UTQ-DCP-UNIFESP-HU-HSP pela técnica de dissociação enzimática celular. Na fase in vitro, a beta-defensina 4 e o KGF serão escolhidos para a validação da expressão gênica por comparação em tempo real de RT-PCR, sendo analisados respectivamente de queratinócitos epidérmicos e fibroblastos dérmicos primários previamente cultivados. Três réplicas das reações serão usadas por amostra para garantir a significância estatística. RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se que a expressão gênica de beta defensina 4 e de KGF pelos queratinócitos epidérmicos e fibroblastos dérmicos, respectivamente, de pessoas que sofreram queimaduras seja maior do que no grupo controle.