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Transcriptoma do dermatófito Trichophyton rubrum em resposta ao antifúngico transchalcona em condições de cultivo que simulam a infecção

Processo: 12/02920-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Ana Lucia Fachin Saltoratto
Beneficiário:Tamires Aparecida Bitencourt
Instituição-sede: Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Campus Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Virulência   Análise de sequência com séries de oligonucleotídeos   Antifúngicos   Expressão gênica   Chalconas

Resumo

O dermatófito Trichophyton rubrum (T.rubrum) é o agente causador mais freqüente de dermatomicoses superficiais no Brasil e no mundo. Os dermatófitos são adaptados a crescerem na unha, pele e cabelo pelo uso de uma variedade de proteínas do hospedeiro (principalmente queratina) como nutriente. Para entender a complexa interação do fungo com o hospedeiro pode-se identificar os genes diferencialmente expressos por técnicas de expressão gênica em larga escala, simulando a infecção da pele humana através da utilização de meio de cultura mínimo incluindo a queratina ou elastina como fonte de proteína. Além disso, apesar da importância das micoses, somente um número limitado de drogas antifúngicas está disponível atualmente no mercado devido à falta de alvos adequados, pois alguns são também muito tóxicos em humanos. Os agentes antifúngicos exercem a sua atividade através de uma variedade de mecanismos moleculares, que na maioria das vezes são pobremente entendidos em dermatófitos. Dentre as novas abordagens moleculares, a ferramenta de cDNA microarray pode ser útil para obter uma visão global dos efeitos mediados por novas drogas antifúngicas com alvos diferenciados. As chalconas são flavonoídes que possuem atividade antifúngica pronunciada principalmente contra dermatofitos. O mecanismo de ação da maioria das chalconas é complexo e parece atuar em vários alvos na célula, um deles é a inibição da biossíntese da parede celular, mas há evidências na literatura que ela também possa atuar na atividade da enzima acido graxo sintase (FAS), pode inibir a topoisomerase e pode atuar na mitoncondria das células. Em um projeto do nosso grupo de pesquisa (Processo Fapesp 2009/12419-0) a transchalcona apresentou atividade antifúngica contra T.rubrum (CIM de 7,5µg/ml) muito mais pronunciada que o controle utilizado fluconazol (CIM=63µg/ml), a transchalcona reduziu o conteúdo de ergosterol e inibiu a regeneração dos protoplastos. Nos experimentos de PCR quantitativo a transchalcona reprimiu o gene FAS1 (envolvido na síntese de ácido graxo) e o gene ERG6 (síntese do ergosterol). Estes resultados reforçam que a transchalcona é promissora para uso como novo antifúngico, pois este composto parece atuar em vários alvos na célula, interferindo na síntese da parede celular, ácido graxo e ergosterol. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo avaliar pela técnica de microarray o perfil transcricional de T.rubrum na presença de transchalcona em condições de cultivo que mimetizam a infecção superficial ou profunda na pele humana (meio mínimo suplementado com queratina ou elastina, respectivamente). Além disso, após a validação, mutantes nulos para alguns genes envolvidos na resposta a drogas e a infecção serão construídos através de disrupção gênica ou RNA interference com o intuito de comprovar a sua funcionalidade.

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