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Níveis de parasitemia em pacientes com Doença de Chagas submetidos a transplantes de órgãos, em uso de medicamentos imunossupressores e co-infecção com o vírus da imunodeficiência humana

Processo: 14/03966-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Shikanai Yasuda
Beneficiário:Caroline Medeji Ricardo dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Chagas   Transplante de órgãos   Imunidade   Imunossupressores   Parasitemia   Hemaglutinação   Prática clínica   Reação em cadeia por polimerase (PCR)   Testes sorológicos   Estudos prospectivos

Resumo

A doença de Chagas é atualmente uma infecção ativa em áreas urbanas de países endêmicos e não endêmicos. A migração de pessoas infectadas provenientes de áreas endêmicas para as grandes cidades gerou novas fontes de infecção, transmitidas por via congênita bem como através de sangue e derivados. Paralelamente, a reativação da tripanossomíase crônica foi registrada em pacientes com a forma crônicas da doença associada a comorbidades como Infecção HIV/aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) ou imunossupressão por transplantes de órgãos ou quimioterapia para neoplasia e doenças autoimunes. Considerando a alta morbimortalidade da reativação da doença de Chagas em pacientes imunodeprimidos, esse trabalho tem como objetivo analisar os níveis de parasitemia em pacientes imunodeprimidos (co-infecção HIV/Trypanosoma cruzi (T.cruzi), transplantes de órgãos e outras formas de imunossupressão), em comparação com pacientes não imunocomprometidos (doença de Chagas crônica). Os pacientes serão selecionados a partir da Divisão de Clínicas de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Enfermarias de Transplante e outras unidades do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Cerca de 120 pacientes serão incluídos, com base em pelo menos dois testes sorológicos positivos (ELISA, IFI ou testes de hemaglutinação indireta) para antígenos epimastigotas de T.cruzi. Pacientes com reativação ou doença aguda a presença exame microscópico direto positivo no sangue periférico ou creme leucocitário ou liquor ou outras amostras biológicas e/ou presença do parasito em amostra de biópsia poderão ser incluídos no grupo de pacientes com ou sem imunossupressão. Uma amostra de 10 ml de sangue total será coletada em 10 mL de Guanidina -HCl -EDTA pH 8,0. A extração de DNA será realizada por QIAmp DNA sistema Mini (Qiagen) e por PCR qualitativa, com iniciadores que amplificam kDNA, e PCR quantitativa, com iniciadores do DNA nuclear TCZ3/TCZ4, com o sistema Syber Green Advantage qPCR Premix. Constitui um desafio pesquisar a magnitude da parasitemia em doentes submetidos a transplantes de órgãos ou drogas imunossupressoras para o tratamento de doenças autoimunes. Também será possível comparar esses resultados com os níveis de parasitemia observados em pacientes com co-infecção HIV/T. cruzi, cujo risco de reativação foi parcialmente estabelecido em estudos prospectivos na prática clínica. Portanto, com base na parasitemia detectada por PCR em tempo real, espera-se também estimar se outros pacientes imunossuprimidos não HIV estão sob risco de reativação. (AU)

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