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A composição do som na sua dimensão microtemporal: os paradigmas ondulatório e granular

Processo: 14/09549-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Música
Pesquisador responsável:Silvio Ferraz Mello Filho
Beneficiário:Danilo Augusto de Albuquerque Rossetti
Supervisor no Exterior: Anne Sèdes
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Vincennes Saint-Denis (Paris 8), França  
Vinculado à bolsa:13/00155-4 - Mecanismos de manipulação do micro-tempo na composição: o universo granular do som, BP.DR
Assunto(s):Música instrumental   Composição musical

Resumo

Neste projeto de estágio de doutorado no exterior, nós trabalharemos sobre os mecanismos de geração e manipulação de sons por meios instrumentais acústicos e eletroacústicos tendo, como ponto de partida, a música dos anos 1950-1960, particularmente a produção dos compositores ligados aos estúdios de Paris e de Colônia. Neste contexto, dois métodos complementares se destacam: o paradigma ondulatório e o paradigma granular. A partir desta questão, nosso objetivo é evidenciar o fenômeno do tecnomorfismo (baseados nos escritos de Schaeffer e Simondon), tendo como formas de abordagem uma perspectiva histórica, análises de obras do repertório e a composição de novas obras musicais. Por um lado, ligadas ao paradigma ondulatório (baseando-nos na teoria de Helmholtz), nossas análises abordarão a Klangfarbenmelodie, os tipos de síntese aditiva, subtrativa, AM e FM, a micropolifonia e a síntese instrumental. Por outro lado, em relação ao paradigma granular, nós analisaremos os procedimentos de concatenação de grãos, construção de tramas, síntese granular e acoplamento de escalas temporais diversas na construção do tecido sonoro. Ademais, através do trabalho de composição de novas obras (instrumentais, eletroacústicas e mistas), nós experimentaremos (com o auxílio de ferramentas computacionais) as possibilidades estéticas das manipulações microtemporais estudadas, além de propormos novas transposições para a música instrumental destes modelos de composição, tendo como referências a teoria sobre o tempo de Bachelard e a teoria da percepção de Varela. (AU)