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Estudo funcional e aplicado do fator transcricional rap2.2 e do gene de resistência rps5 na tolerância ao fitopatógeno Xylella Fastidiosa

Processo: 13/26944-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Alessandra Alves de Souza
Beneficiário:Willian Eduardo Lino Pereira
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Clorose variegada dos citros   Xylella fastidiosa

Resumo

A citricultura brasileira responde por um faturamento anual da ordem de 1,5 bilhão de dólares, com exportação de suco concentrado e subprodutos da laranja (pectina, óleo, ração). Entretanto, fatores como a presença de pragas e doenças agrícolas impedem que a produtividade brasileira seja maior. Dentre essas doenças, a clorose variegada dos citros (CVC), causada pela bactéria Xylella fastidiosa, merece destaque por causar danos de aproximadamente 100 milhões de dólares ao ano ao agronegócio da citricultura. Todas as variedades de laranja doce são afetadas pela doença diminuindo fortemente a produção de suco concentrado, principal produto de exportação relacionado aos citros. Sabe-se que programas de melhoramento genético vegetal visando à obtenção de plantas resistentes são de fundamental importância, mas ainda representam um desafio à medida que a citricultura se expande apoiada em baixíssima variabilidade genética e na impossibilidade de acompanhar o avanço das pragas e doenças na mesma proporção do crescimento da cultura. A necessidade de ampliação das bases genéticas atuais dos citros impulsiona à continuidade de programas de melhoramento apoiados em ferramentas de biotecnologia, dessa maneira, a utilização de genes com características desejadas de outros organismos poderia auxiliar no surgimento de novas características no organismo transformado, como por exemplo, resistência a patógenos. Essa característica pode ser adquirida utilizando genes de plantas resistentes. Devido à identificação prévia por transcritoma de genes possivelmente associados à resistência de C. reticulata a X. fastidiosa, torna-se necessário a validação da função desses genes, desta forma, a ideia da proposta é utilizar plantas modelo para estudo funcional de genes de C. reticulata associados a resistência a X. fastidiosa. No trabalho de mestrado do aluno Willian Pereira verificou-se que os genes rap2.2 e rps5 homólogos aos de C. reticulata são candidatos potenciais a conferir resistência em ambos os hospedeiros (C. reticulata e A. thaliana). Dessa forma, estudos visando identificar componentes da maquinaria de transcrição associada com o fator de transcrição rap2.2, localização celular do rps5 e a superexpressão desses genes no hospedeiro Nicotiana tabacum (suscetível a X. fastidiosa) nos dará maiores subsídios para entendimento das funções biológicas desses genes no mecanismo de resistência/tolerância a X. fastidiosa e interação planta-patógeno. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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