Busca avançada
Ano de início
Entree

Influência da terapia com bifosfonado endovenoso em mandíbulas de coelhos enxertadas com biomateriais osteocondutores

Processo: 14/23710-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Cassio Edvard Sverzut
Beneficiário:Felipe Perraro Sehn
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Biomateriais   Metabolismo ósseo   Regeneração óssea   Cirurgia bucomaxilofacial

Resumo

Para possibilitar a reconstrução de maxilares atróficos, lança-se mão de materiais de enxertia óssea durante os procedimentos cirúrgicos reabilitadores. Um aspecto importante nos estudos de reconstrução dos maxilares é obrigatoriedade do paciente relatar a não utilização de medicamentos como os bifosfonados, drogas sabidamente inibidoras do metabolismo ósseo. Essas substâncias apresentam o potencial de aderirem-se às estruturas ósseas, tendo como células-alvo os osteoclastos, dificultando a sua conformação estrutural, adesão ao osso e mecanismos para a manutenção da reabsorção óssea, agindo como potentes inibidores e indutores de apoptose celular das células reabsortivas. Há alguns anos, seu uso tem sido relacionado à uma nova condição patológica, denominada osteonecrose dos maxilares, na qual após procedimentos cirúrgicos a nível ósseo, como extrações dentárias e cirurgias periodontais, há ausência de reparo tecidual por no mínimo 8 semanas e exposição óssea local. Verificaremos se o uso de biomateriais consegue extrapolar os limites da formação óssea causados pela supressão do metabolismo ósseo pelos bifosfonados, ao compararmos com os sítios controle (sangue e de osso autógeno) e determinar se o meio de acesso (intra/extra oral) é determinante na formação do processo necrótico ósseo. Previamente ao estágio cirúrgico, serão realizadas avaliações laboratoriais para ELISA do sangue coletado, centrifugado e congelado a -80°C, para quantificação de níveis séricos de proteínas de formação e remodelamento (osteocalcina, osteoprotegerina e TRAP) e níveis de citocinas pró-inflamatórias interleucina-1 beta (IL-1²), fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) e interleucina 6 (IL-6), e qPCR para análise da expressão gênica para fosfatase alcalina, osteocalcina, colágeno tipo 1 alfa (Col1a1), fosfatase ácida tartarato resistente (TRAP), catepsina K (CatK), ligante do receptor ativador do fator nuclear capa B (RANK-L), além de CTX (telopeptídeo C-terminal) para avaliar os níveis séricos e serem comparados em cada estágio do estudo. Infusões de ácido zoledrônico (4 mg) serão administradas por via endovenosa em 100 mL de cloreto de sódio 0,9%, através de bomba infusão endovenosa por período não menos de 15 minutos, nos grupos sob ação do medicamento. Já no grupo controle, solução salina será administrada somente. Os animais do grupo teste serão tratados com infusão venosa de ácido zoledrônico (0,1mg/kg), duas vezes por semana, pela veia auricular rostral, quatro semanas antes dos procedimentos de trefinagem e enxertia, até o final do estudo. Os animais também receberão doses de dexametasona intra-muscular (1 mg/kg por semana). Após a eutanásia, os segmentos mandibulares contendo os enxertos realizados serão dissecados, reduzidos em blocos, armazenados em solução de formol tamponado para realização de micro-tomografia computadorizada, incluídos em parafina e processados histologicamente para confecção das lâminas de estudo. (AU)