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Caracterização do perfil osteogênico em defeitos ósseos com enxertia submetidos a terapia com corrente elétrica de baixa intensidade e eletroestimulação magnética

Resumo

O osso apresenta alta capacidade de reparo e regeneração. Grandes defeitos ósseos representam importante problema de saúde e são um dos maiores desafios clínicos nas cirurgias ósseas reconstrutivas que utilizam uma série de procedimentos, que na maioria das vezes são dispendiosos e não correspondem as expectativas do paciente. Um dos objetivos das pesquisas que envolvem o reparo ósseo é diminuir o insucesso, e diferentes recursos terapêuticos têm sido utilizados na prática clínica para aumentar a qualidade da consolidação do osso. O desenvolvimento de novos materiais osteoindutores e osteocondutores biocompatíveis e a busca pela estimulação endógena mais efetiva no reparo ósseo são as estratégias mais utilizadas nos estudos. Biomateriais utilizados como substitutos ósseos e combinados com outras técnicas bioindutoras podem proporcionar resultados promissores no processo de reparo ósseo. O osso bovino apresenta propriedades similares ao tecido ósseo humano e tem sido muito utilizado em procedimentos que utilizam enxertia óssea. Diferentes rotas de processamento alteram suas características na interação com o tecido ósseo vivo e a osteointegração. Os vidros bioativos são excelentes osteocondutores biocompatíveis, com propriedades angiogênicas e se apresentam como um outro material de escolha devido a sua maior disponibilidade. Também o osso responde favoravelmente à aplicação de correntes elétricas, pois estas agem em vias que envolvem proliferação e diferenciação de células osteogênicas além de ser um agente antimicrobiano. Além disso, a eletroestimulação magnética tem apresentado efeitos benéficos na osteogênese. Neste estudo pretendemos comparar os efeitos da aplicação de corrente elétrica de baixa intensidade e da eletroestimulação magnética no reparo de defeitos ósseos que necessitam de enxertia uma vez que são técnicas não invasivas e podem ser utilizadas em procedimentos ambulatoriais. A pesquisa em defeitos ósseos é promissora, visto que esses, quando induzidos em modelos animais, têm apresentado excelentes resultados com perspectivas positivas para futuras aplicações clínicas em humanos. (AU)

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