Busca avançada
Ano de início
Entree

Milagre ou miragem? um debate sobre meio ambiente e tecnologia à luz do projeto Desertec para a região do Mediterrâneo

Processo: 14/25933-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 28 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 27 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Leila da Costa Ferreira
Beneficiário:Luiz Enrique Vieira de Souza
Supervisor no Exterior: Jiang Jiuchun
Instituição-sede: Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Beijing Jiaotong University (BJTU), China  
Vinculado à bolsa:13/06184-6 - Milagre ou Miragem? Um debate sobre tecnologia e meio ambiente à luz do projeto Desertec para a região do Mediterrâneo., BP.PD
Assunto(s):China   Inovações tecnológicas   Mudança climática

Resumo

O propósito deste projeto de pesquisa é analisar as potencialidades e barreiras para a instalação de usinas termossolares em regiões desérticas. De acordo com os planos apresentados pela Fundação Desertec, os países do Oriente Médio e do Norte da África apresentam as condições ideais para o funcionamento de usinas baseadas na teconologia "Concentrating Solar Power" (CSP) por conta de seus elevados índices de radiação solar direta (em inglês, DNI). O "conceito desertec" ganhou força quando a "União para o Mediterrâneo" lançou o "Plano Solar do Mediterrâneo", cujos objetivos eram ampliar a capacidade instalada de fontes renováveis em 20 GW e atingir economias energéticas significativas na região do Mediterrâneo, em 2020. Além de contribuir para a segurança energética de países do Magrebe e Machereque, as usinas termossolares transmitiriam "eletricidade verde" para Europa por meio de cabos HDVC. No entanto, fatores políticos e econômicos interferiram negativamente desde então, e os países europeus que inicialmente apoiaram essa iniciativa - Alemanha e Espanha, por exemplo - têm mostrado, nos últimos anos, pouco entusiasmo pela expansão da tecnologia CSP. Prejudicada pela crise econômica na zona do Euro, a Espanha retirou o apoio financeiro para a construção de uma usina termossolar no Marrocos, contribuindo para que empresas parceiras como Siemens e Bosch abandonassem a "Iniciativa Industrial Desertec". Não obstante, esses reveses foram parcialmente compensados pelo ingresso da "Companhia Nacional da Rede Elétrica da China" no consórcio Desertec. Portanto, a intenção de desenvolver parte desse projeto de pesquisa em Pequim é verificar a "hipótese chinesa", isto é, a suposição de que investimentos chineses podem desempenhar um papel de primeira importãncia para o escalonamento da produção de tecnologias CSP ao redor do mundo. O décimo segundo plano quinquenal corrobora essa hipótese devido à ênfase dada ao desenvolvimento de energias renováveis e, mais especificamente, à implementação de projetos de energia solar. (AU)